Vilão ou vítima?
O momento atual do nosso Sporting levanta uma questão inevitável: Rui Borges é o vilão ou a vítima?
Depois do empate em Famalicão e do 2-2 com o Arouca, a contestação aumentou. Como ontem se viu em Alvalade.
Mas reduzir tudo ao treinador seria demasiado simples e injusto. Rui Borges tem responsabilidades: cabe-lhe preparar a equipa, corrigir erros, gerir os jogos e encontrar soluções quando o Sporting não consegue segurar vantagens.
Recordo-me da última final da Taça, da atitude displicente e deplorável da equipa nos primeiros 45 minutos, nada tendo mudado na segunda metade. Onde esteve a intervenção e o impacto do treinador?
Mas também há circunstâncias que não controla. Expulsões, erros individuais, autogolos e momentos específicos dos jogos que podem e têm alterado completamente o curso de algumas partidas.
E há ainda um dado que não pode ser ignorado: o trabalho de Rui Borges não começou ontem. O treinador conquistou um campeonato, somou resultados muito relevantes e construiu uma equipa com enorme capacidade ofensiva. O Sporting já marcou 200 golos em 89 jogos sob o seu comando.
Por isso, não faz sentido transformar Rui Borges no único culpado por duas jornadas menos conseguidas. Mas também não é razoável ignorar os problemas que se têm repetido, sobretudo a dificuldade em controlar determinados jogos e evitar a perda de pontos nos momentos decisivos. Algo que não pode acontecer numa equipa grande.
A exigência dos adeptos é natural num clube como o Sporting. Os assobios e a contestação fazem parte do futebol. O verdadeiro desafio para Rui Borges será agora responder dentro de campo, até porque não acredito que Varandas vá operar uma mudança no comando técnico da equipa.
No fundo, talvez Rui Borges não seja nem simplesmente o vilão nem simplesmente a vítima.
É parte do problema, mas acredito que também ainda possa ser parte da solução.
E será precisamente agora, sob pressão e com Alvalade mais exigente, que terá de mostrar se consegue encontrar as respostas que o Sporting procura. Sobretudo, numa época onde houve uma verdadeira revolução no plantel, com a saída de pesos pesados deste ciclo vitorioso e a chegada de muita gente nova. E qual o seu papel e a sua voz nessas decisões? Foi tido? Foi achado? E onde ficam Bernardo Palmeiro e Frederico Varandas nisto tudo?








Sangue LEONINO
6 comentários:
At 20/9/26 12:01,
Anónimo said…
Rua já! Não há volta a dar!
Aproveitar a pausa das selecoes para ambientar o Abel ou o Sergio!
At 20/9/26 12:02,
Anónimo said…
O Borges não tem culpa da burrice do Debast e do Quaresma, mas tira o único jogador com velocidade para o contra-ataque e recua a equipa toda, o que já é normal nas 2.ªs partes! O 3.º lugar vai ser uma sorte
At 20/9/26 12:32,
Anónimo said…
Por mim Rui Boges devia sair e já
At 20/9/26 17:17,
Anónimo said…
https://www.facebook.com/reel/1458286466246656 Chegamos a isto
At 21/9/26 01:21,
Anónimo said…
É mais fácil manter o Rui Borges ligado ao tablet. Espero que façam bom proveito para bem do Sporting.
At 21/9/26 09:24,
Anónimo said…
O sporting este ano não tem qualquer hipótese de chegar ao título, a equipa foi toda remodelada, os reforços vão demorar a assentar, os que lá estavam o ano passado ainda não despontaram.
A defesa para mim continua a ser um calcanhar de aquiles; falta-nos um patrão de defesa e alguém que meta ordem naquilo.
Falta-nos um criativo e as alas continuam a desejar muito.
Depois existe o problema RB, que na minha opinião desde que entrou no Sporting continua a jogar como equipa pequena, por vezes quando é preciso não salta do banco para dar um grito aos jogadores quando começam a adormecer o jogo.
Por isso, se lutarmos pelo 3º lugar já é bom, e no melhor, ganhar alguma coisa com a liga dos campeões;
A minha esperança é que o RB consiga ganhar equipa e prepara-la para o próximo ano, mas a jogar assim começo a pensar que o RB não terá muitas condições para continuar, a ver vamos.
SL
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