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Sangue LEONINO

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Exageros policiais...



Reitero o que escrevi no post anterior: as nossas claques não são nenhum grupo de anjinhos ou de catequistas, nem é isso que sequer se lhes pede que sejam. E muitas vezes tem-lhes sido dado mais apoio, protagonismo ou poder do que aquele que a razão, a lógica e o bom-senso aconselham.

Mas ontem a intervenção policial, feita no seio da bancada ocupada pela Juventude Leonina, foi provocatória, inábil, desastrada, extemporânea e absurda. E poderia ter tido contornos mais contraproducentes porque em todos os outros sectores leoninos se gerou uma onda de indignação e de crítica à actuação policial.

Enquanto isso, no topo norte as claques benfiquistas faziam o que muito bem lhes apetecia, insultavam, deitavam petardos... e as forças policiais assobiavam para o ar.

Nunca fui advogado de defesa das nossas claques, e nunca o serei, mas aquilo que ontem se passou foi mesmo ao lado do meu sector, tendo ficado boquiaberto com o que se sucedia. Até eu, que sou uma pessoa pacífica, estava em polvorosa, revoltado com aquilo que testemunhava e com a injustiça de ver os marginais do Benfica perfeitamente 'intocáveis' no seu sector.

Já no último Sporting-FC Porto foi o que se viu: serem retiradas à Juventude Leonina as suas faixas enquanto os Super Dragões gozavam a seu bel-prazer, ostentando por seu lado faixas que ridicularizavam e ofendiam a nação leonina.

Pena que atendendo a tudo isto apenas uma voz de indignação - faça-se-lhe justiça! - se levantou (Paulo Pereira Cristovão), já que parece que os dirigentes leoninos são demasiado finos e educados para pôr em causa a actuação policial, sobretudo quando esta é ridícula e despropositada.

Paulo Pereira Cristóvão, ex-inspector da Polícia Judiciária e candidato derrotado nas últimas eleições, que se apresta para integrar o elenco dirigido por Godinho Lopes no sufrágio de 26 de Março, mostrou-se "indignado" a O JOGO pela carga policial. "Foi absolutamente vergonhoso", atirou, aludindo à "gritante dualidade de critérios no tratamento das claques, porque o que motivou a carga sobre a Juve Leo, o lançamento de petardos, foi repetidamente feito pelas claques adversárias, que ficaram impunes", acusou.




fotos: maisfutebol

Nuno M Almeida