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Sangue LEONINO

quinta-feira, junho 03, 2010

Ajudar a construir uma equipa campeã



Costinha, em declarações à agência LUSA:

"Ponderei o convite, pois trabalhar com um treinador tão especial como José Mourinho está ao alcance de poucos. A força com que ele me incentivava levou a que pensasse nisso. No entanto, no meu íntimo, sempre senti que tinha mais perfil para a função que ocupo hoje".

"O facto de ter ido para Itália e de ter jogado pouco pesou nesta minha decisão (...) a vivência que tive no futebol, sobretudo nos últimos três anos, alertou-me para realidades que me despertaram o gosto e o desafio pelo dirigismo".

"O que aprendi fora de campo, sem poder jogar, mostrou-me que posso ser bastante útil (...) tenho agora a oportunidade para pôr em prática ideias e conceções no sentido de tornar o futebol cada vez mais coletivo, honesto e de maior espetáculo".

"Mourinho foi das pessoas que mais me encorajou para seguir a carreira de treinador, que mais falou sobre o assunto com pessoas que nos são próximas e que todos os dias, particularmente quando estive em Itália, me incentivava a tirar o curso. Eu questionava-o sobre diversas áreas do treino, desde a metodologia à vertente comportamental. Ele dizia-me sempre que de treino e de futebol eu percebia, que só me faltava saber como aplicar os conceitos".

"As novas obrigações e responsabilidades que assumi exigem, por vezes, um esforço mental e físico maiores do que quando era jogador".

"Passei a ter responsabilidades na definição de políticas de administração de uma equipa de futebol, o que significa ser confrontado com imprevistos aos quais tenho de dar resposta imediata".

"O meu tempo no dia-a-dia passou a estar muito mais preenchido, não tenho horas para nada e nunca sei quando é que vai terminar. Um dirigente que quiser ter sucesso não pode ter férias nem horários definidos. O tempo para a família é sempre imprevisível. Posso dizer que me está a dar imenso prazer, mais ainda por estar a trabalhar para o meu clube do coração".

"Não me estou a dar mal a lidar com as responsabilidades que passei a assumir, algo que me tem permitido crescer e amadurecer, devido à pressão que o cargo impõe, mas a verdadeira pressão sente-a quem ganha o salário mínimo e tem de alimentar uma família, quantas vezes sem tempo nem condições para desfrutar do lazer. Os dirigentes e os jogadores são uns privilegiados".

"É fundamental a interligação que tem de existir entre um dirigente e o jogador, pois um precisa do outro e vice-versa. Um futebolista preocupa-se essencialmente em treinar-se o melhor possível para no dia do jogo render aquilo que o treinador, a Direcção e a massa adepta esperam dele. Do dirigente, acima de tudo, esperam o clube, os adeptos e a equipa um apoio forte e incondicional na procura de soluções para assegurar a estabilidade imprescindível para se atingir o sucesso."

"Lamento nunca ter podido representar o Sporting ao longo da minha carreira de futebolista, já que sou um sportinguista ferrenho. Infelizmente, nunca representei o meu clube, mas tenho o maior orgulho de poder trabalhar nesta grande instituição e ajudar a construir uma equipa campeã num futuro próximo".



Leonino