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Sangue LEONINO

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Alvalade predominantemente verde

Tem sido uma semana atribulada a nível profissional, pelo não tenho tido tempo para mais dicas de carácter gastronómico, numa lógica de serviço público deste blogue, tipo canal generalista de televisão.

Bem, ainda não sei em quem vou votar porque ainda não conheço todos os candidatos e respectivos projectos, mas gostei de ler que um dos putativos candidatos quer colocar cadeiras verdes em Alvalade, em vez daquela confusão policromática.
Valha-nos isso.
É um pormenor de somenos em relação aos problemas que nos assolam, mas a nossa casa tem que ter predominância das nossas cores, e não aquela aberração 'taveirística', salpicada com uns inenarráveis tons de amarelo.

Quanto ao anúncio de José Dias Ferreira, para mim vale o que vale, ou seja, tendo a colocar a sua candidatura ao nível do possível avanço de Abrantes Mendes: os mesmos de sempre, mas que nada acrescentam.

Sobre as cadeiras verdes já em Janeiro de 2010 aqui havia escrito algo:




Na verdade, nos termos do art.º 7º dos Estatutos, "os símbolos tradicionais do Clube são as cores verde e branca..." e, com todo o respeito pelo autor do projecto, não são estas as cores predominantes nas bancadas do nosso estádio, como é o encarnado no Benfica ou o azul no FC Porto. Em minha opinião, as cores das nossas bancadas não permitem «namings» remunerados como permitiriam as cores estatutárias. E, ainda com todo o respeito, não me pode convencer o argumento de o Estádio, assim parecer cheio. À mulher de César não basta ser séria, é preciso parecer; mas o Estádio do Sporting não precisa de parecer cheio, tem é de estar cheio! Parecer não proporciona receita, e, de outra forma, mesmo vazio, pode proporcioná-la!...

Não podia estar mais de acordo com este excerto da coluna semanal de José Dias Ferreira no jornal do nosso clube.

Vendo pelo aspecto romântico, o verde que a todos nós, sportinguistas, faz vibrar, deve ser a cor predominante na nossa casa, e não aquela mistura policromática descaracterizada.

Analisando pelo lado racional e pragmático, se queremos mais e melhores receitas, só mesmo com bancadas que permitam uma visibilidade rentável para os respectivos anunciantes.

Deixo aqui o exemplo da casa dos nossos irmãos escoceses - Celtic - onde o verde dá um tom fabuloso a um estádio temível para os adversários, já que as bancadas estão sempre repletas de adeptos, e que, quando vazio, destaca o patrocinador Nike.

Compreendo que há direitos de autor a respeitar em relação ao projecto de arquitectura do Estádio José de Alvalade,mas era o que faltava que os mesmos não pudessem ser revistos e que nos tivéssemos que submeter à vontade do arquitecto em causa (Tomás Taveira), que por acaso até é benfiquista.

Se levarmos isto mais a sério até poderemos considerar que Alvalade, enquanto símbolo do clube, viola os estatutos, já que o verde e branco nem predominam nas bancadas do mesmo.

Nuno M Almeida