"O Mundo sabe que pelo teu amor, eu sou doente / Farei o meu melhor para te ver sempre na frente / Irei onde o coração me levar / E sem receio... farei...o que puder pelo meu Sporting" - osangueleonino.blogspot.com -

Sangue LEONINO

quinta-feira, março 10, 2011

"Um político pensa nas próximas eleições; um estadista nas próximas gerações"*

A pedido de alguns amigos sportinguistas, editores e comentadores do Sangue Leonino e não só, a quem agradeço a atenção - e o atraso nas respostas aos emails - vou tentar expor aqui a minha opinião e perspectivas para o importante acto eleitoral do próximo dia 26.

Antes de mais, deixem-me contextualizar. Optei por deixar de discutir o Sporting online desde ainda antes da saída do anterior presidente, o último post é para aí de Novembro, devido a andar a "comer" demasiado tempo do meu dia e, principalmente, por não querer alinhar em determinadas discussões que roçam e tropeçam sempre para o lado da ofensa pessoal e, muitas vezes, para a ameaça. Assim, decidi perto do final de 2010 permanecer atento mas em silêncio, tendo observado dessa forma a sucessão de saídas - JEB, Costinha e Paulo Sérgio (pela ordem contrária ao normal - do clube, e os péssimos resultados desportivos destes últimos meses. E eis que vamos para eleições, mais uma vez. E desta vez com 6 candidatos, embora pense que só 3 cheguem às urnas. Um luxo para um clube praticamente à beira do enterro, ao que dizem. O que seria se fossemos grandes? Não somos... somos enormes!

Sem entrar e grandes considerações sobre os candidatos individualmente, devo dizer que acredito que o próximo provavelmente não será um grande presidente mas será um presidente necessário. E isto porque o clube naquilo que tem de mais importante, os sócios e adeptos, está completamente partido, dividido, balcanizado. Infelizmente, acredito que independentemente de quem for o vencedor, a partir de dia 27, as diferentes facções derrotadas irão para trás das trincheiras para preparar a queda do vencedor. E isto serve para todas as candidaturas, sejam elas mais de continuidade, ruptura ou qualquer outra palavra com que queiram apelidar as ditas. No Sporting ninguém serve para lá estar, apesar de aparentemente todos o quererem fazer. Somos enormes, mas somos estranhos.

Mas, e há sempre um lado positivo nestas coisas, acredito que a desagregação e dispersão dos sportinguistas, vai acabar por fazer com que deixem de haver quase-unanimidades eleitorais, obrigando quem ganhar a trabalhar a sério e a apresentar resultados desportivos - os que mais nos importam, afinal. Não tenho dúvidas que isso vai ser complicado de conseguir a curto prazo mas acredito que, seja com a próxima direcção ou daqui a 4, 5, 6 anos, a regeneração há muito aguardada dos órgãos sociais, dos estatutos, da própria estrutura do clube, possa estar mais perto de unir os sportinguistas, de novo, à volta do clube. É também por isso que, além de não dar o meu apoio público a nenhum dos candidatos, estarei ao lado de quem ganhar no dia 27, porque esse será o meu presidente, seja ele quem for!

Se puder apelar a alguma coisa, apelaria ao voto maciço dos sportinguistas, à elevação do discurso e do comportamento dos candidatos e apoiantes de candidatos, e a que pensem naquilo que nos une SEMPRE e no que nos separa PONTUALMENTE, e no que é mais importante.

Volto para o meu exílio, mas deixo um abraço a todos os leões e leoas que vêm ao Sangue Leonino, porque independentemente de caras, tácticas, fundos, estratégias, etc... o Sporting é o NOSSO grande amor.

* frase da autoria do escritor catalão Noel Clarasó

Nelson Santos