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Sangue LEONINO

terça-feira, dezembro 18, 2018

O primeiro balanço da presidência



Frederico Varandas, após 100 dias na presidência:

«Foram 100 dias intensos, de muito trabalho sério e honesto, tendo em vista um Sporting saudável. Hoje, a minha equipa sente-se feliz pelo facto de o orgulho ter sido devolvido aos sportinguistas. O Sporting já não é motivo de chacota.»

«Herdámos situações difíceis, mas esta direção promete que nunca teremos a vergonha de ter a Policia Judiciaria a entrar no Sporting. Isso interessa muito aos sportinguistas. Confio na justiça e garanto que com esta equipa nunca haverá PJ dentro do estádio ou do pavilhão»

«O mercado de inverno é complicado, porque os jogadores disponíveis não estão a jogar por alguma razão. É um mercado complicado de intervir, mas vamos estar atentos. Obviamente se existirem oportunidades… 
O Sporting vai bater os seus rivais não pelo barulho, mas na competição. Agora, mais importante que os reforços é ver o grupo unido. Vimos nos últimos jogos a perder aos 34 minutos por 2-0, mas deram a volta com a alma e a força do grupo. Hoje sinto que os adeptos finalmente acreditam na equipa e têm orgulho na equipa. 
O público a puxar pela equipa quando perdiam por 2-0 e isso faz confusão ao adversário, que pensava que estávamos no tapete. Aquela confiança que vamos dar a volta afeta também o adversário. É a força do grupo e dos adeptos. Reforços? O segredo é alma do negócio. O mercado de inverno e de junho já está a ser trabalhado»

«A escolha do treinador define muito do que é esta equipa e esta administração da SAD. Ser independente dá força a quem tem que tomar decisões, e esta equipa chegou à direção sem pedir favores a ninguém. E quando se decide com esta independência, e sem preocupações em relação à duração do mandato, as coisas saem muito mais proveitosas. Eu quando acordo penso ‘o que é que eu posso fazer para melhorar a realidade do sporting?’»

 

«Keizer foi uma aposta de risco para 99 por cento das pessoas, para mim não teve risco nenhum. A escolha assenta em quatro fatores: Competência técnica, gestão do grupo, liderança de grupo e comunicação. Keizer era a opção que me dava mais tranquilidade, que é o que nós queremos para o futebol do Sporting. Muito se tem falado na escolha, e é um grande treinador e um grande senhor. Nem ele esperava que ia correr assim tao facilmente. 

Porquê Keizer? Eu gosto muito de futebol, e quando disse que sou capaz de ver jogos da segunda divisão é verdade. Uma pessoa como eu, interessada no futebol, reparava logo no Keizer. E depois, pessoalmente, tive eu próprio que sentir o Keizer»


«No dia 9 de setembro só ouvia os adeptos a dizerem que só queriam ficar em terceiro lugar e ouvi peritos a dizer que o Sporting ia precisar de meses ou até anos para estar na luta com o FC Porto e o Benfica. Independentemente do realismo ou não, hoje dá me satisfação de ouvir na rua os adeptos dizerem “eu acredito”. Isso é muito importante para mim. 

Em 100 dias e com tudo o que se está a fazer temos uma equipa contra todas as probabilidades. Se temos as mesmas condições dos outros? Não. Se temos a mesma preparação? Não temos. No fundo, eu acredito. Exigência para vencer o campeonato? Claro que não»


Nuno M Almeida