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Sangue LEONINO

terça-feira, fevereiro 08, 2011

A grande caldeirada



Vai ser engraçado assistir à preparação em curso e saborear a grande caldeirada para a qual já se começam a juntar todos os ingredientes.

Junte-se a mesma linha gastronómica de sempre - onde o chefe supremo de cozinha tem uma vez mais a palavra final sobre quem vai representar o restaurante na competição de caldeiradas - adicione-se uma oposição que andou quase dois anos a zurzir no cozinheiro que há pouco saiu, ofereça-se uns cargos irrelevantes de cozinha a uns jovens ambiciosos (que pretendem um dia ser 'chefs' e que são leais ao eterno candidato a chefe supremo de cozinha) para que os seus egos fiquem saciados... e tem-se assim o grande tacho. O tacho verdadeiramente agregador.

Um tacho onde haverá espaço para todos: os que gostam desta caldeirada, os que não gostavam mas que - pasme-se! - de repente vão passar a gostar e todos aqueles que, unidos em associações de adeptos de gastronomia, também verão o seu quinhão no prato ser consideravelmente alargado.

Por último, para que na competição gastronómica se tenha a vitória assegurada convém adicionar uma pitada subtil de rumores de que a caldeirada do restaurante do lado está estragada - com potenciais efeitos muito nocivos para a saúde - e que os ingredientes importados por este, com origem em terras africanas, estão podres.

É curioso como certos silêncios da parte de alguns - inclusivé neste blogue - conseguem ser tão ensurdecedores, e ao mesmo tempo bastante esclarecedores.

Nuno M Almeida

(nota: nunca gostei de caldeirada. Sempre achei que era um prato demasiado indigesto)