"O Mundo sabe que pelo teu amor, eu sou doente / Farei o meu melhor para te ver sempre na frente / Irei onde o coração me levar / E sem receio... farei...o que puder pelo meu Sporting" - osangueleonino.blogspot.com -

Sangue LEONINO

quarta-feira, maio 23, 2007

Só eu sei... porque muitos vão ficar em casa!

Ponto prévio: é dado assente que o critério e o regulamento pelo qual a FPF se regeu para fazer a distribuição dos bilhetes é cretino e indefensável. Sobre isso nenhuma dúvida.

No entanto, a subsequente gestão feita pelo Sporting da venda dos bilhetes recebidos merece-me também algumas críticas e reparos.

1. Porque motivo deverão os sócios com lugares vitalícios ou especiais ser merecedores de privilégios face aos demais, sobretudo em relação a um jogo que se joga fora de Alvalade? É um dado adquirido que esses consócios fizeram um investimento avultado mas não será suficiente terem um lugar privilegiado nas nossas bancadas nos jogos caseiros e até mesmo em concertos realizados em Alvalade?

2. Porque razão não são os sócios, independentemente da sua categoria ou antiguidade, tratados de igual forma? Não compreendo que não se adopte apenas o critério da ordem de chegada às bilheteiras. É que não posso aceitar que os sócios sejam obrigados a passar longas e intermináveis horas numa fila e depois lhes seja dito que já não há bilhetes porque uns quantos privilegiados os "açambarcaram".

3. Com que lógica também se assume que um sócio que tenha adquirido uma gamebox sócio tenha prioridade em relação a um sócio que também comprou uma gamebox, mas de adepto?

4. Parece-me injusto que no momento do benefício haja discriminação de sócios mas que nas fases em que o clube pede sacrifícios, aí já sejamos todos iguais.

Tendo eu adquirido, de um modo absolutamente lícito e honesto, um bilhete para a final do Jamor, não posso deixar de pôr em causa os "dúbios" critérios seguidos pelos altos responsáveis do nosso clube; em simultâneo, quero solidarizar-me com todos os sportinguistas que vão viver no próximo domingo a sua paixão pelas nossas cores, mas através da televisão.

Que fique ainda à consideração de Filipe Soares Franco a devida reflexão e análise do modo como todo este processo foi gerido.

Leonino