Mérito de Rui Borges
O Sporting conquistou uma importante vitória por 2–0 em Lens, demonstrando personalidade, ambição e maturidade competitiva num palco europeu de exigência máxima.
Um jogo com duas partes completamente distintas e um jogo que, se perdêssemos, seria bem mais complicado lutar pelo título.
Na primeira parte o Braga dominou, com um Sporting incapaz de criar ocasiões de golo, o que obviamente torna tudo sempre mais difícil.
Na segunda parte, o tão criticado Rui Borges, mexeu na equipa, tirando os dois gregos e Silas, todos muito apagados, colocando os craques que mudaram o rumo da partida: Maxi, Suarez e sobretudo Zalazar, vencendo num terreno onde não registávamos vitórias desde a despedida de Amorim.
Venha o Lens!
“Não houve reunião alguma. O lugar de Rui Borges nunca esteve em causa.”
“É a 17.ª vez em que o Sporting perde vantagem em ano e meio, é um facto, não há como desmentir. Posso dizer outros dados. É o treinador com mais vitórias em casa na Champions, o treinador com mais vitórias seguidas em Alvalade, com uma percentagem de derrotas menor na história do Sporting.”
“Fez duas épocas, fez sempre 82 pontos, uma vez campeão nacional, ganhou uma Taça de“
(Sobre a contestação)
“A contestação faz parte. Quem quer estar aqui sem contestação está no sítio errado.”
“Os adeptos têm esse privilégio de se sentirem defraudados, angustiados e frustrados com os resultados e passado uma ou duas semanas mudarem de opinião.”
“Se a contestação condiciona a base da decisão? Não.”
“Se alguma vez vou despedir um treinador à 7.ª jornada com 3 empates em que aconteceu isto? Não, não vou despedir.”
(Sobre os três empates)
“Nos dois primeiros empates, o Sporting foi muito superior ao adversário. A terminar os jogos o Sporting sofre 2 autogolos em 2 remates que não vão à baliza.”
“No terceiro empate, estamos a fazer um ótimo jogo frente ao Arouca. Estava 2-0, podia estar 3 ou 4. O Sporting foi muito superior até ao minuto 55 e de repente um jogador, com uma entrada completamente negligente, exclui-se do jogo e vê um cartão vermelho justo.”
“Se aos 17 jogos em que o Sporting cede a vitória, se isso me faz despedir o treinador? Não. Se a estatística positiva me faz pensar que ele é ad eternum? Não. Mas o Sporting joga bem.”
“O Sporting acredita no seu treinador e que o seu treinador tem condições para atingir os objetivos, que é lutar pelos títulos e qualificar-se para a Champions.”
“Se todos os treinadores ganhassem o que Rui Borges ganhou… O nosso treinador é dos melhores treinadores com quem trabalhei.”
“Foi campeão, dobradinha, foi quem levou o Sporting mais longe na Liga dos Campeões.”
“Elogio muito o meu treinador, peço-lhe para não falar de arbitragem e ele não fala. Entendemos que este é o caminho para onde o futebol português deve ir. É fácil? Não. É justo? Não.”
“Era tão fácil o meu treinador, nas últimas duas jornadas, ir para a conferência de imprensa agarrar-se a coisas externas, como outros treinadores e outras figuras o fazem e que não me identifico. Peço ao meu treinador para não fazer e ele não faz. Tiro-lhe o ‘chapéu’. Não gosto de ver o meu treinador a fazer as figuras que outros fazem.”
O momento atual do nosso Sporting levanta uma questão inevitável: Rui Borges é o vilão ou a vítima?
Depois do empate em Famalicão e do 2-2 com o Arouca, a contestação aumentou. Como ontem se viu em Alvalade.
Mas reduzir tudo ao treinador seria demasiado simples e injusto. Rui Borges tem responsabilidades: cabe-lhe preparar a equipa, corrigir erros, gerir os jogos e encontrar soluções quando o Sporting não consegue segurar vantagens.
Recordo-me da última final da Taça, da atitude displicente e deplorável da equipa nos primeiros 45 minutos, nada tendo mudado na segunda metade. Onde esteve a intervenção e o impacto do treinador?
Mas também há circunstâncias que não controla. Expulsões, erros individuais, autogolos e momentos específicos dos jogos que podem e têm alterado completamente o curso de algumas partidas.
E há ainda um dado que não pode ser ignorado: o trabalho de Rui Borges não começou ontem. O treinador conquistou um campeonato, somou resultados muito relevantes e construiu uma equipa com enorme capacidade ofensiva. O Sporting já marcou 200 golos em 89 jogos sob o seu comando.
Por isso, não faz sentido transformar Rui Borges no único culpado por duas jornadas menos conseguidas. Mas também não é razoável ignorar os problemas que se têm repetido, sobretudo a dificuldade em controlar determinados jogos e evitar a perda de pontos nos momentos decisivos. Algo que não pode acontecer numa equipa grande.
A exigência dos adeptos é natural num clube como o Sporting. Os assobios e a contestação fazem parte do futebol. O verdadeiro desafio para Rui Borges será agora responder dentro de campo, até porque não acredito que Varandas vá operar uma mudança no comando técnico da equipa.
No fundo, talvez Rui Borges não seja nem simplesmente o vilão nem simplesmente a vítima.
É parte do problema, mas acredito que também ainda possa ser parte da solução.
E será precisamente agora, sob pressão e com Alvalade mais exigente, que terá de mostrar se consegue encontrar as respostas que o Sporting procura. Sobretudo, numa época onde houve uma verdadeira revolução no plantel, com a saída de pesos pesados deste ciclo vitorioso e a chegada de muita gente nova. E qual o seu papel e a sua voz nessas decisões? Foi tido? Foi achado? E onde ficam Bernardo Palmeiro e Frederico Varandas nisto tudo?
A expulsão de Debast acabou por marcar o encontro e condicionou fortemente o Sporting. O defesa leonino viu o cartão vermelho e deixou a equipa reduzida a dez jogadores numa fase decisiva da partida.
Com menos um jogador, o Sporting teve de se reorganizar e passou a ter maiores dificuldades para controlar o jogo. O Arouca aproveitou a superioridade numérica para aumentar a pressão e procurar o golo.
O empate 2-2 acabou por surgir num contexto em que o Sporting já estava condicionado pela expulsão. Fica, assim, a sensação de uma oportunidade perdida para os leões, num jogo em que a expulsão de Debast teve um peso significativo.
Mas não justifica tudo. Não podemos, mesmo com dez, remetermo-nos à defesa, em casa, contra o Arouca.
Rui Borges começa a ter menos margem de manobra, mesmo que os jogadores cometam erros estúpidos e o plantel tenha sofrido uma revolução, onde nem sequer há um patrão e uma voz de comando.
O Sporting entrou com maior iniciativa, dominou, mas encontrou pela frente um Famalicão organizado, agressivo na disputa e sempre disposto a explorar os espaços. Ainda por cima com Luis Godinho e o VAR a ignorarem uma grande penalidade sobre Maxi.
O Sporting acabou por chegar ao golo por Suarez, mas o Famalicão não baixou os braços e conseguiu responder, restabelecendo a igualdade, num autogolo atabalhoado de Inácio.
Para o Sporting, fica a sensação de dois pontos perdidos numa deslocação complicada, sobretudo porque a equipa procurou até ao final o golo da vitória.
Já o Famalicão sai naturalmente satisfeito com o ponto conquistado frente a um dos candidatos ao título, num resultado que reforça a confiança e premeia uma exibição muito competitiva.
Mais uma vitória do Sporting, mais três pontos e uma exibição que deixa boas sensações. O 2-0 frente ao Nacional foi construído com competência e controlo, num jogo em que os nossos Leões foram superiores e souberam gerir os diferentes momentos da partida. Não foi uma vitória exuberante, mas foi uma vitória segura, daquelas que demonstram maturidade e dão confiança para o que ainda vem pela frente.
E houve um nome que merece naturalmente destaque: Suárez. O avançado colombiano esteve diretamente ligado aos dois golos do Sporting, marcando um e oferecendo o outro a um companheiro. Uma demonstração de qualidade, inteligência e eficácia, mostrando que pode ser uma peça muito importante para esta equipa.
Enquanto sócio, fico com a satisfação de ver o Sporting somar mais uma vitória e, sobretudo, a confiança de que esta equipa tem argumentos para continuar a crescer. Há aspetos a melhorar, naturalmente, mas os três pontos são nossos e a caminhada continua, estando há dois jogos sem sofrer golos.
É absolutamente inaceitável e imperdoável aceitar esta atitude, esta sobranceria e esta falta de empenhamento.
Tanta soberba e tanta sensação de vitória antecipada, revelou falta de respeito pelo clube, pelos adeptos e pelo adversário.
Com um segundo lugar na liga obtido por milagre, esta derrota na Taça, outra nas meias-finais da Taça da Liga e ainda mais uma na Supertaça, safa-se uma excelente campanha na Champions. Merece reflexão.
Parabéns, Torreense. Parabéns, Torres Vedras!
Depois do sobressalto provocado pelos empates com Tondela e Casa Pia, lá conseguimos dar a volta, recuperar o segundo lugar e garantir há pouco o segundo lugar.
Resta agora esperar que o Aston Villa nos ajude e nos garanta acesso direto à Champions 2026/27.
Uma palavra de grande agradecimento e simpatia para com Morita, no seu jogo de despedida de Alvalade - grande profissional! - e eventualmente também para o nosso grande capitão Hjulmand, que ainda por cima fez um golaço.
Não vou criticar Rui Borges porque sem banco não pode fazer milagres. Pote vários furos abaixo, Trincão espremido, Suarez preso por arames…
Um mercado de janeiro muito fraco que poderá ter sido decisivo neste desfecho do campeonato.
Resta assegurar o segundo lugar e ganhar a Taça, o que aliado à boa campanha na Champions, atenuará as coisas. Caso contrário, será uma temporada fracassada.
A grande penalidade concretizada por Luis Suarez conferiu justiça no marcador face ao que se passou em campo: um Sporting mais dominador, mas que por vezes pecou na chegada à área portista e na eficácia na finalização, tendo o Porto a espaços equilibrado.
Agora é focar na deslocação a Braga e esperar que em Abril esta vantagem seja suficiente para carimbarmos a presença no Jamor.

