"O Mundo sabe que pelo teu amor, eu sou doente / Farei o meu melhor para te ver sempre na frente / Irei onde o coração me levar / E sem receio... farei...o que puder pelo meu Sporting" - osangueleonino.blogspot.com -

Sangue LEONINO

sexta-feira, março 30, 2007

Coentrão por um canudo













Fábio Coentrão, 19 anos, é um jovem jogador do Rio Ave, senhor de um inegável talento, presença assídua nas selecções jovens e um assumidíssimo sportinguista.

Há pouco a Sport TV noticiou o acordo do mesmo com os lampiões, num contrato que vai durar pelo menos 5 anos, depois deste ter assumido publicamente que queria muito representar o Sporting.

Em relação a tudo isto acabo por ficar com bastantes dúvidas:

Se o Sporting recusou o atleta, o qual praticamente se ofereceu, provavelmente deve-se ao facto do Rio Ave pedir bastante dinheiro. Mas se foi isso que aconteceu como é possível que um clube que tem um passivo superior ao nosso consiga superar essa dificuldade? Em que ficamos? Será que tem dirigentes mais irresponsáveis ou mais competentes que os nossos?

Se a não vinda para Alvalade se deve ao facto do atleta pretender um ordenado acima daquilo que o Sporting pretendia pagar, será que era uma verba assim tão alta que criasse desequilíbrios na folha salarial? Com a margem de progressão que Coentrão denota, terá mais lógica andarmos a pagar o que pagamos mensalmente a Alecsandro ou a Farnerud, por exemplo, em vez de se fazer um esforço pelo jovem português?

É um facto que o futebol está transformado num negócio onde os euros e os dólares parecem falar mesmo mais alto, mas não será já demasiada coincidência que percamos constantemente a possibilidade de contratar (ou recontratar) futebolistas que em determinado momento assumem ser sportinguistas e que não escondem querer vir (ou voltar) para Alvalade - Simão Sabrosa, Quaresma, Hugo Viana, agora Coentrão... e que depois nos vejamos na contingência de recorrer a atletas de qualidade dúbia?

Sinceramente não sei o que se passou, desconheço em absoluto os contornos deste processo, por isso - correndo o risco de ser injusto - limito-me a levantar a questão e a duvidar dos critérios que presidem às escolhas feitas pelos responsáveis da gestão do nosso futebol profissional.

O que sei é que:
Gostaria de ver um sportinguista ferrenho a jogar pelo Sporting? Sim!
Acho que o miúdo tem talento? Sim!
Acredito que seria um investimento com retorno garantido? Sim!
A sua contratação justificaria um esforço financeiro, enquadrado nos limites do razoável? Sim!
Fico triste por ele ir parar ao nosso grande rival? Sim!

Conclusão: a vida não é perfeita e ser sportinguista não é um mar de rosas.

Leonino