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Sangue LEONINO

quarta-feira, março 10, 2010

Simão, escuta... não temos memória curta!

Artigo de Francisco Sá no jornal do Sporting.



PORQUE NÃO TEMOS MEMÓRIA CURTA

No final do encontro do Atlético de Madrid, em Istambul, frente ao Galatasaray, que terminou com a passagem dos colchoneros aos oitavos-de-final da Liga Europa, onde defrontará o Sporting, Simão Sabrosa mostrou-se indiferente ao facto de defrontar o Clube que o lançou para o futebol e... para o Mundo.

Mas, pior que tudo, Simão diz desconhecer a razão que leva os sportinguistas a não gostarem dele.

Como - os sportinguistas - não temos memória curta, o jornal Sporting explica agora - a Simão e àqueles que não se lembrem de alguns factos - a razão que leva todos, ou a grande maioria dos sportinguistas a odiar o jogador do Atlético de Madrid.

Tudo começou em 1999. Logo após a saída do Sporting rumo a Barcelona, Simão afirmou, ainda ao lado do então presidente do Clube, José Roquette que "em Portugal só jogarei no Sporting" e, poucos dias depois, numa entrevista à revista Mundial, afirmou: "Devo tudo ao meu querido Sporting".

Quem ouvisse Simão falar, jamais poderia dizer que, um dia, se tornaria capitão do maior rival do Sporting. Mas tornou!

Ainda em Barcelona, começou-se a perceber que afinal Simão era mal formado, pelo menos em termos pessoais, depois de dizer, antes de um Sporting-Benfica da 32.ª jornada da Liga 2001/02, que preferia o Boavista campeão. Na sequência dessas afirmações, Manolo Vidal, dirigente do Sporting, afirmou que "o Sporting formou um bom jogador, mas falhámos na formação do homem".

Ainda em Barcelona, mas provavelmente já em conversações com o Benfica, Simão voltou a afirmar que "em Portugal só jogaria no Sporting", mas nada disso aconteceu.

Simão foi para o Benfica e o Sporting, que até tinha direito de preferência sobre o atleta, não foi informado das condições do acordo, nem pelo clube catalão, nem pelo jogador, não tendo hipótese de exercer esse direito.

Já do outro lado da segunda Circular, Simão jogou várias vezes frente ao Clube que lançou a sua carreira e nunca se mostrou agradecido pelo que cá lhe proporcionaram. Inclusivamente, sempre que marcou golos frente ao Sporting, festejou-os efusivamente, ora beijando o pássaro que levava ao peito, ora mandando calar os adeptos do Sporting.

Felizmente, todos aqueles que, durante anos em que Simão vestiu de encarnado, cantarolaram músicas com referências ao jogador, vão poder cantá-las outra vez porque «Simão, escuta, não temos memória curta».


Leonino