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Sangue LEONINO

terça-feira, março 15, 2011

E no fundo será sempre a capacidade de prospecção ...

Para ter uma opinião mais real, porque já ouvi argumentos a favor e contra o fundo, resolvi fazer uma pequena análise no excel para ver quais das soluções ( Fundo vs Financiamento ) seria mais benéfica para o Sporting.

A conclusão a que cheguei é que um ou outro podem ser melhores, dependendo de uma série de variáveis, nomeadamente no que diz respeito à proporção do salário comparativamente ao valor de aquisição e à mais valia que gerará.

No Fundo, o Sporting irá receber 60% das mais valias que um jogador venha a provocar. Ou seja, se a  aquisição for de 1 milhão e for vendido ao fim de 2 anos por 5 milhões, imaginando um salário de 400 mil / ano, pelo fundo o Sporting ganharia 1,6M€ e sem fundo 3,2M€. No entanto, no caso de um mau negócio o fundo defende o Sporting, como podem ver nos quadros abaixo no caso de um jogador que seja vendido abaixo da compra. 

Em resumo, existe um risco, que tem a ver com o tempo que os jogadores ficam no Sporting. Quanto mais tempo pior retorno de investimento tem no fundo e por outro lado em situações como a assinalada a laranja, o fundo pode ter interesse em vender, porque faz mais valias, mas o Sporting não porque as mais valias não cobrem os custos de salários. E o que fazer nessa altura ? Comprar o jogador ao fundo ? 

Por outro lado o fundo é benéfico em situações que o jogador se revela um flop. Como podem ver nas linhas a verde claro.

Basicamente a questão então está na qualidade das contratações e no espaço de tempo que é preciso para valorizar  jogador para lhe criar uma mais valia notória. A pressão nesse sentido será muito maior com o fundo. 

O fundo tem outra vantagem que tem a ver com a não necessidade de recorrer a financiamento onerado com juros. Mas mais uma vez só uma análise concreta permitiria saber qual o ponto de equilibrio entre os juros suportados e a maior rentabilidade que o uso de capitais próprios gera. 

Deixo os quadros para que cada um analise como entender. Tentei encontrar um conjunto de posssibilidades abrangente e equilibrada para tentar comparar as duas soluções. Não defendo nem um nem o outro porque depende de variáveis, algumas impossíveis de calcular `priori ( tempo de permanência e preço de venda ) e outras não quantificáveis ( capacidade de prospecção de cada uma das alternativas ) . Resumindo, o fundo absorve risco nas más contratações, mas prejudica-nos com o tempo de permanência e come-nos mais valias. O financiamento obriga a juros e é menos benéfico em valorizações de jogadores a curto prazo, mas permite-nos a partir de determinado prazo ter maior retorno de investimento.  Por isso, a qualidade e capacidade de encontrar jogadores à beira da explosão de valor será decisiva.

No entanto uma das condições do fundo : "uma das condições inerentes à constituição do fundo de investimento é a de que os jogadores adquiridos têm de permanecer no Sporting no mínimo durante duas temporadas"  revela-se prejudicial, pois como podem observar, do 1 para os 2 anos de permanência o retorno de investimento do fundo degrada-se face ao financiamento ... 

Se alguém quiser o ficheiro para fazer as suas simulações ... é só pedir. ( e não tentem descobrir aqui algum ataque ao BC ! Estava mesmo curioso relativaemente a esta comparação ! Porque já ouvi argumentos sérios dos dois lados. E confirmo essa dualidade de opiniões. As duas soluções podem ser boas ou más conforme a sua aplicação prática

( ps ... são 4 da manhã ! se alguém encontrar alguma incongruência de dados desculpem ... é sono ! )
Ficam os exemplos :



Mário Rui Oliveira