Ao contrário do que alguns dizem, Rui Borges tem feito o que pode, naquilo que até agora é um balanço positivo.
Chegou ao Sporting com a equipa em segundo lugar na liga, herdou um plantel esfrangalhado, desmotivado e descrente. Sucedeu assim a João Pereira, que se tinha revelado um desastre no banco. Estreou-se a ganhar, e logo frente ao Benfica, em Alvalade.
Passado este mês e pouco, estamos em primeiro lugar, temos o Porto a oito e, para já, o Benfica a sete pontos de distância.
Estamos no play-off da Champions, em vésperas de defrontarmos o Borussia Dortmund, dois duelos onde tudo estará em aberto.
Caiu apenas nas grandes penalidades na final da Taça da Liga, enfrentando um rival na sua máxima força, ao contrário de nós, que contávamos com várias baixas.
Tem enfrentado uma onda de lesões absurda, como há muito não víamos, tendo também um plantel curto, recorrendo assim muitas vezes à miudagem da equipa B.
Até agora, apenas regista uma derrota em jogos oficiais, na Alemanha, numa sequência de partidas que incluiu, em pouco mais de um mês, Benfica (duas vezes), Porto (duas vezes), Vitória, Bolonha e Leipzig.
Não é espampanante, frenético, histérico, não faz rodinhas “para adepto ver”, mas tem claramente conquistado jogadores e sportinguistas com um discurso elevado, honesto e muito sóbrio.
Seria possível fazer melhor? Talvez, mas duvido.