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Sangue LEONINO

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Fundo À Braz

Acabo de ouvir o candidato à Presidência do Sporting falar do ponto central da sua candidatura.

Antes de mais, não tenham dúvidas da vontade deste homem ser Presidente do Sporting. E isso é importante. Quem consegue do nada aparecer assim nos media, depois de ter contratado uma das melhores, mais capazes e mais caras agências de comunicação está a preparar tudo desde à muito e virá certamente com tudo bem estudado e preparado. Com este apoio ele sabe neste momento exactamente onde deve pegar, o que deve dizer para agradar aos adeptos. Esse é o risco. Não sabemos o que é legítimo, o que é "ensinado"

Quanto ao fundo, a ideia é fantástica, é o tipo de fundo ideal. Mas também é perigosa. Porque implica obter anualmente valorizações de jogadores que permitam obter os 8% de rentabilidade, mais pelo menos a percentagem de valorização que permita ao Sporting que receberá o restante lucro, pagar o acréscimo de massa salarial que os jogadores que serão adquiridos ao abrigo deste fundo, possam representar.

Surge então uma questão que julgo essencial : QUEM SERÁ O RESPONSÁVEL TÉCNICO DESTE FUNDO EM TERMOS FUTEBOLÍSTICOS ? Isto é, quem irá avalizar estas contratações para que o risco do Sporting assume na massa salarial seja coberto pelas valorizações.


Surge outra questão. A necessidade de criar rentabilidade anual, caso os pagamentos de rendimentos sejam anuais obrigar a vendas logo no primeiro ano. E se a época correr mal e não se conseguir uma venda que permita cobrir estes 8% mais a necesssidade acrescida de massa salarial ?

No entanto, como diz o povo, quem não arrisca, não petisca. E sem investimento dificilmente vamos conseguir ser mais competitivos. Temos que acreditar que uma equipa mais competitiva será mais capaz de criar boas vendas, de valorizar os nossos produtos da formação e alavancar os resultados permitindo também outras receitas colaterais, como mais associados, mais gameboxes, mais publicidade, melhores bilheteiras, mais vendas de merchadising e presença na Liga dos Campeões.

Fica a faltar conhecer mais do projecto completo em termos de perspectivas, nomeadamente, relativo à politica de formação ( não convém sacrificar a formação em nome da rentabilidade do fundo - admitia por exemplo que o findo recebesse esses mesmos 8% da mais valia da venda de um jogador da formação, porque essa venda, sendo melhor pode resultar dos meios que o fundo criou e defende assim o interesse na permanência da aposta na formação ) , relativo à liderança técnica da equipa e da estrutura de liderança da SAD. E acima de tudo, quem será o responsável por contratações.

Mário Rui Oliveira