"Tu vais vencer, Podes crer, Porque a nossa força é brutal. Mais de um século de histórias para contar. Sporting, tu nunca vais acabar" - osangueleonino.blogspot.com -

Sangue LEONINO

segunda-feira, março 31, 2008

Miguel Ribeiro Telles ao CM

A entrevista de MRT ao CM merece uma atenção especial, tendo em conta que têm sido poucas as intervenções da direcção da SAD. Esta postura low-profile parece-me desajustada, porque, em algumas ocasiões, o silêncio tem dado origem a especulações, quando era preferível atalha-las com a versão oficial. A politica de comunicação da SAD parece-me algo desadaptada a um tempo onde a celeridade e profusão dos meios de comunicação – nos quais se deve incluir a a blogosfera – não se compadecem com silêncios mal geridos. As acusações de liderança fraca feitas a esta direcção advêm, quanto a mim, mais destes silêncios a destempo do que de uma declarada má actuação. Os elementos da SAD podem “não necessitar de protagonismo”, como diz MRT, mas também não o devem recear. A gestão do discurso para dentro do clube não pode ser descurada. Faço aqui a minha análise aos momentos que me parecem mais importantes. Análise livre de um sportinguista unicamente comprometido com o clube que muito ama.

“Paulo Bento continua até 2009” “É preciso ser–se corajoso nos momentos em que não se ganha tanto como se pretendia e, portanto, não vejo nenhuma circunstância que possa levar Paulo Bento a sair antes do final do nosso mandato.”

Contrariamente ao que muitos pensarão, não me parece que esta seja a frase mais importante embora concorde que seja a que marca a entrevista. Porque não creio que uma pessoa com o sentido de responsabilidade como MRT pudesse dizer outra coisa. Com o que falta ainda para jogar, com o que ainda pode ser ganho ou perdido, colocar a dúvida no comando técnico não era um tiro no pé mas sim uma autêntica roleta russa, com o tambor cheio. Julgo que com isto até os que desejam ver PB pelas costas concordarão. Outra coisa poderá dizer MRT, no final de época, se os resultados forem os piores ainda possíveis: abaixo do 3º lugar, sem ganhar mais nada que a Supertaça, no inicio de época. O espaço de manobra de para a continuidade de PB estaria muito reduzido, porque além da ausência de resultados ter-se-ia que somar uma época em que o bom futebol andou muitas vezes divorciado da equipa.
No entanto, e referindo-me à segunda afirmação citada, já aqui disse que não me repugna a continuidade de PB, com outros resultados e exibições. Cabe à SAD analisar se ele é capaz de dar a volta por cima a um ano de desilusões. Porque o campeonato tem que ser sempre a principal prioridade.

“Eu, enquanto sportinguista e sócio, nunca contestei, nem contestaria, uma direcção da forma como esta tem sido contestada.”

Estou de acordo. Esta direcção não teve direito a sossego nem a estado de graça, nem mesmo após as eleições. Estas foram disputadas com posições demasiado extremadas, que extravasaram para este mandato. A questão do património foi e tem sido o ponto de ruptura entre visões de gestão diferentes. Continuo a pensar que o projecto apresentado por esta equipa era o único com pernas para andar e o que mais poderia beneficiar o clube. Estima-se que hoje o passivo ande à volta de 205 milhões de euros, valor ainda assim comprometedor do investimento no futuro da equipa. Com a subida do juros e com a crise nos mercados financeiros onde andaria hoje o serviço de dívida do clube? Parece-me que um pouco de solidariedade para com os consócios que têm a dificil tarefa de gerir neste momento transcendente - e já agora em todos os momentos - talvez ajudasse a produzir melhores resultados, não?

“Todos os membros do conselho de administração se responsabilizam por todos os actos e contratações.” “A equipa técnica foi sempre ouvida, e isso tem sido reconhecido.”

Muitas vezes tenho visto aqui e noutros locais explanadas ideias de que Paulo Bento teve que aceitar os jogadores que lhe deram, como atenuante da época menos conseguida. Com a afirmação de MRT parece-me que este assunto fica definitivamente esclarecido. Não seria de esperar o contrário. Não podemos passar a vida a elogiar a postura frontal e o carácter do nosso treinador e depois admitir que PB seria capaz de aceitar qualquer prato que lhe metessem à frente. Uma coisa desmentiria a outra.

“Ainda não está definido (Quem substituirá Carlos Freitas)“ “Com a saída de Carlos Freitas, as negociações contratuais e aquisições passaram a estar entregues a Pedro Barbosa e Rita Figueira.”

Pode um clube como o nosso, a 2 meses do fim da presente época, com um novo ano para preparar, ter o lugar de director desportivo vago, diluindo tamanha responsabilidade e competência por Pedro Barbosa, Rita Figueira e por scouters?

“O Sporting procurou olhar com especial atenção para o recrutamento internacional”

E fez muito bem. O mercado internacional não pode nem deve ser descurado por um clube que quer fazer da formação a sua principal fonte de recrutamento e que não pode competir com os grandes da Europa na aquisição jogadores formados.

“Considero que o jogador português com nível para jogar no Sporting está um pouco inflacionado.”

Acredito que sim, embora no mercado português não joguem só jogadores portugueses, não se percebendo porquê que o clube o tem ignorado sistematicamente. As experiências com as últimas aquisições do género (Wender e João Alves) não podem ser factor disuasor porque erros idênticos se têm cometido nas aquisições no exterior. E João Alves está a fazer muita gente reconsiderar o que disseram sobre ele e talvez quem sabe reconsiderar a forma leviana como se despacha um jogador caro quase de borla. Depois não nos podemos queixar de ver o Guimarães à nossa frente, quando somos nós que llhes fornecemos os argumentos.

“Inevitável não é, mas…” (sobre a hipotética saída de Veloso, Pereirinha e Moutinho).

Aqui de acordo. Não é fácil segurar quem quer sair e pode até ser contraproducente. É o risco que corre um clube formador. Como o Ajax, por exemplo, que todos os anos vê sair os melhores. Há que antecipar as perdas. Por isso ainda mais me parece estranho - para ser simpático - que se deixe o cargo de director desportivo sem um intérprete competente.

“Caso ‘Apito Dourado"

É impossível concordar com o low-profile sobre este assunto, depois de 30 anos de roubalheira, com quinhentinhos, fruta diversa e meias-de-leite à mistura. E com casos relatados nas escutas, como o caso da camisola de Rui Jorge. Tenho a certeza que os sportinguistas divergem, na sua grande maioria, desta postura. Não podemos, de forma passiva e sem dizer o deve ser dito, sabendo o que sabemos, “esperar os resultados”. Ai Godot, Godot , continuas a ter muita gente à espera...

verdão

domingo, março 30, 2008

Vitória fora: um regresso que se saúda!

A minha análise a este jogo:

Mais do que da exibição gostei do resultado. E muito contente ficaria se fossem todos os resultados assim até ao fim do campeonato e das taças. Como isso é difícil de acontecer, mas não impossível, registo o elevado número de golos, quase tantos como a totalidade até agora os jogos fora. A 3ª vitória fora é também de assinalar. Alguém imaginaria que isto nos aconteceria, este ano? Como o caminho se faz olhando para a frente, mas aprendendo com os erros cometidos, espero que este resultado signifique a viragem necessária. Gostei da reacção pronta da equipa, que teve de recuperar de um golo que o adversário nada fez para merecer, deitando para trás das costas as dores da derrota na Taça da Liga. E que dizer do golo de Veloso?

Parece que as minhas opiniões acerca do Rui Patrício incomodam algumas pessoas. A mim incomodam-me mais os seus falhanços. Não por serem os dele em particular, porque o pior que lhe desejo é que se torne naquilo que promete, mas ainda não é: um grande guarda-redes. Hoje ofereceu mais um golo ao adversário ao sair mal a uma bola, entregando-a nos pés, quando Gladstone se aprestava a fazer um corte. Já antes do golo saiu mal ao lance originando o canto que deu o golo. Dentro dos postes esteve muito bem, como tem estado quase sempre. Ao vê-lo sair assim é impossível não ficar preocupado para o jogo com o Glasgow, equipa que usa e abusa dos cruzamentos.

Numa exibição colectiva qb, saliento pela positiva Moutinho, Grimmi, Veloso e Liedson, com a nota mais elevada para o nosso capitão. Pena que a sua abnegação não seja clonada pelos colegas. Romagnoli jogou à Romagnoli: a espaços, com bons passes e com ausências preocupantes. Izmailov pouco se viu e preocupa tanto alheamento. Um mistério este russo. Pereirinha deu impressão de não gostar de voltar a defesa direito, mas não comprometeu. Tiuí entregou-se bem ao jogo mas revela limitações intrigantes. Foi bem substituído por Djaló. Abel e Vuckcevic também jogaram mas pouco poderiam ter feito. Por último os centrais: notou-se ausência de rotina, com muita atrapalhação à mistura. Compreensível se tivermos em conta que poucas vezes, quase nunca, jogam juntos e demora muito tempo a olear uma dupla de centrais. Já me é difícil entender os “charutos” constantes de Gladstone. Não foi a jogar assim que chegou à canarinha.

Não percebi as substituições. Porque raio entrou Vukcevic se está tão debilitado? A ideia não era poupá-lo para Escócia?

Foi giro rever muitos ex-leões. Delfim um jogador que fez com Duscher uma das duplas que mais gostei de ver no nosso meio-campo. Mário Sérgio a merecer melhor equipa. Marinho, nosso ex-júnior, que nos fez a vida negra este ano pelo Fátima e finalmente conseguiu dar o salto.

verdão

Tolerância Zero

O Sporting joga hoje na Figueira da Foz contra a Naval 1º de Maio pelas 19h 15m, com transmissão na TVI.
Curiosamente o Sporting vai jogar num estádio onde venceu sempre, e esperemos que no final da partida assim continue.

Com o resultado obtido pelo Vitória de Guimarães sexta-feira torna-se imperioso que o Sporting ganhe para continuar a apostar na conquista do segundo lugar e na consequente entrada directa para a Champions League.
Entrada essa que proporcionaria ao clube um encaixe financeiro na ordem dos 7 milhões de euros.

Decididamente o Sporting tem de aproveitar a vantagem que tem no calendário (pelo menos teórica) sobre todos os seus rivais, nesta luta até final pela conquista do 2º lugar.
Isto porque já defrontou todos os rivais directos, beneficia de jogos entre eles e finalmente porque dos quatro é o único que já não defronta o Porto.

Portanto a partir de agora não existe mais margem para erro, ou corremos o sério risco de hipotecar a luta pelo segundo lugar ou até pelo terceiro que nos possibilitaria a entrada na pré eliminatória dessa mesma competição.

Exige-se aos comandados de Paulo Bento que invertam a tendência dos últimos jogos fora de casa e que comessem rapidamente a coleccionar vitorias para se poder ainda almejar um mal menor que seria a conquista do 2º lugar.




Convocados:

Guarda-redes: Rui Patrício, Tiago

Defesas: Ronny, Tonel, Grimi, Gladstone, Abel

Médios: Adrien, Izmailov, Vukcevic, Farnerud, Miguel Veloso, Pereirinha, João Moutinho, Romagnoli

Avançados: Yannick Djaló, Tiuí e Liedson




Alguns apontamentos do universo Sporting:


- As excelentes medidas também merecem nota de destaque.

- Afinal Stoi coloca o clube á frente dos seus interesses.

- Saúda-se sempre o regresso daqueles que amam o Sporting.



Verde CDV

Antes de uma das 7 finais

Logo disputaremos a primeira de 7 finais que decidirão o nosso lugar na classificação. Enquanto esse jogo não chega deixo aqui alguns comentários aos temas de momento.

Paulo Bento: «Fazendo os 21 pontos em disputa chegaremos ao nosso objectivo»

O nosso treinador abandonou o seu discurso habitual, pautado pela racionalidade, para entrar no difícil campo da fé, onde os “ses” contam mais que os pontos. É que, mesmo que ganhemos todos os jogos, o 2º ou o 3º lugares podem ser apenas uma miragem.

Paulo Bento sobre Stojkovic: «Um jogador tem de ter confiança e humildade»

Concordo em parte. Um jogador precisa de ter confiança, sobretudo se ocupar a posição de guarda-redes. Já não considero a humildade como um traço de carácter decisivo num jogador. Quem não gostaria de ter o Maradona dos seus bons tempos, cuja humildade se ficou pelas suas origens? Paulo Bento é apenas treinador e não pai dos jogadores. Afigura-se-me difícil incutir humildade a um jogador – trabalho que devia ter sido feito do berço – internacional do seu país, com 24 anos, rebaixando-o à condição de suplente de um jovem ex-júnior que tem pautado as suas actuações por falhanços decisivos. Ao invés, só conseguirá criar nele um sentimento de revolta, espelhado nas declarações desbocadas que proferiu. Quanto a Stojkovic, a não ser que a sua Europa comece e acabe em Alvalade, não posso concordar com ele.

Abel «Tenho pena que não tenhamos uma cultura associativa como têm os escoceses»

Convém lembrar a Abel que somos uma instituição com mais de 100 anos de história e não precisamos de importar ideias para moldar a nossa identidade. Abel tem poucos anos de clube mas já viu um estádio inteiro de pé, a cantar, rendendo homenagem a uma equipa que ficou apenas a um ponto de ser campeã. Nesse momento reconhecemo-nos numa equipa que tudo fez para merecer melhor sorte. Não é isso que temos visto ultimamente com exibições sem chama nem categoria. E depois o exemplo nem é o melhor porque o futebol escocês não é conhecido pelas suas brilhantes conquistas mas antes pelas suas derrotas épicas. Será essa a cultura a que se referia Abel?

Carlos Saleiro: «Está na hora de voltar ao Sporting»

Acabei de ver uma excelente exibição deste miúdo pela SporTV, num jogo que foi decidido por uma assistência sua. Não tem razão Saleiro, já vem tarde, se tivermos em conta que fomos buscar ao baralho de Dezembro uma carta sem valor. O seu relógio está atrasado. Mas o de quem decide é que conta. Esperemos que não seja tarde de mais. Porque os olheiros dos outros clubes não andam a dormir.

"Nem besta nem bestial"

O nosso assiduo leitor Capicua101 escreveu este post no seu blog, com o mesmo nome e que, quanto a mim, reduz ao essencial a entrevista do nosso treinador à RTPN. Acrescentaria que PB passou com distinção na prova oral, e a prova nem foi muito dificultada pelos examinadores. O problema têm sido as provas práticas...

"Paulo Bento fica até 2009"

Miguel Ribeiro Telles deu ontem uma entrevista ao CM. Não existem grandes novidades, nem era isso que se pretendia. Como são poucas as saídas a terreiro do nosso administrador colocarei aqui um post amanhã sobre a mesma, depois das incidências do jogo de hoje.

verdão

sexta-feira, março 28, 2008

A Entrevista de Paulo Bento

Primeiro que tudo gostaria de salientar a coragem de Paulo Bento ao conceder esta entrevista num momento bastante difícil da vida do clube e quando passa pela maior contestação desde que chegou a treinador do Sporting.
Não é fácil dar uma entrevista depois de falhar um dos objectivos traçados para a época.
Segundo uma nota de destaque para o enquadramento de fundo a fazer reviver a glória de um clube centenário como o Sporting Clube de Portugal.

Antes de entrar na análise da entrevista propriamente dita gostava de esclarecer que sempre admirei Paulo Bento pela sua honestidade e frontalidade e sobretudo pela defesa intransigente do seu grupo de trabalho e até do próprio clube.
Qualidades essas que constatei que se matêm intactas ao longo desta entrevista. Nunca se esquivando a responder a qualquer questão e até desvendando algumas coisas que não eram do domínio publico.
Assim alguns dirigentes se disponibilizassem para uma entrevista honesta e frontal, em que esclarecessem cabalmente os problemas estruturais do clube e muita da contestação talvez nem tivesse razão de existir.


A Entrevista :

Desta entrevista ressaltam algumas ideias e afirmações que explicam alguns desaires e o momento menos bom que a equipa atravessa.
Numa abordagem mais extensa e minuciosa optei por dividir a entrevista em vários tópicos.

Final da Taça da Liga : Paulo Bento tentou desresponsabilizar os jogadores da derrota ao afirmar que o excessivo enfoque por si colocado neste objectivo levou a que os jogadores entrassem ainda mais ansiosos. Já quanto ás grandes penalidades falhadas, falou do peso do factor psicológico e da falta de confiança. Contudo esta derrota não vai afectar em nada o propósito de alcançar os restantes objectivos.

Os Jogadores Definem o Modelo de Jogo : Pela primeira vez PB explicou porque utiliza preferencialmente o famigerado losango (4-4-2). Isto acontece porque este sistema é o que melhor se adapta ao ponta de lança Liedson. Para construir uma equipa em torno de um avançado móvel, teria de jogar com outro ponta de lança mais fixo e com um meio campo em losango. Este modelo foi também implementado porque o plantel não tinha extremos para jogar em 4-3-3. Contudo PB diz que este 4-4-2 é muito elástico e pode sofrer várias adaptações ao longo de um mesmo jogo.
Nesta sequência abordou um tema muito interessante e deveras importante para o futuro do futebol do Sporting. A definição de um mesmo modelo de jogo para todos os escalões de formação. Com a equipa sénior a jogar preferencialmente em 4-4-2, todos os escalões de formação deveriam adoptar esse mesmo modelo, a fim de facilitar a sua integração na equipa sénior.
Noutra perspectiva percebeu-se agora porque razão Moutinho não joga a nº10, sobretudo porque Romagnoli é um nº10 puro e não pode ocupar outra posição no meio campo, sem perda significativa de rendimento. Sendo Moutinho um polivalente que joga bem em todas as posições de meio campo é normalmente desviado para as laterais e ainda porque tem um sentido posicional apurado que ajuda a equipa nos processos defensivos.

Comparação da Época Actual com a Anterior : Os vários entrevistadores fizeram alusão ao facto do futebol praticado esta época ser de menor qualidade, derivando sobretudo da ausência de soluções e de um problema de estratégia. PB afirmou categoricamente que a equipa tem cultura táctica e estratégia. O seu maior problema deriva da perda de jogadores muito influentes como : Ricardo, Nani , Tello e Caneira.
Perdeu o único desiquilibrador do plantel (Nani) e mais grave perdeu um jogador quase insubstituível e que nunca mais foi compensado até á chegada de Grimi em Janeiro (Caneira). Por vezes a perca de um jogador é determinante para todo um esquema táctico. Daqui também deriva o recuo estratégico de Moutinho para fazer as compensações defensivas. Vão-se percebendo agora algumas opções tomadas, sobretudo em virtude do fraco poder aquisitivo do Sporting, que não colmatou devidamente as várias saídas da época passada.

Pré Época : Num pré época atribulada, com a chegada de jogadores a conta gotas, PB admitiu que para facilitar a integração rápida dos jogadores treinou essencialmente o 4-4-2, tentando que a articulação fosse a melhor para o começo da nova época. Contudo com a perda fundamental de Caneira e com a sua não substituição á altura, perdeu a estabilização do modelo até então verificada. O balanço final entre saídas e entradas foi extremamente negativo para a época que se adivinhava.

Final de Época : Os objectivos que ainda subsistem são para alcançar e o 2º lugar na LIGA vai ser disputado com Benfica e Guimarães. Reiterou que esta não é a pior época do Sporting nos últimos anos e que o balanço só pode ser feito no final da época.

Próxima Época : Estará intimamente ligada aos jogadores que saírem do plantel. Muito dependente da saída ou não de Miguel Veloso. Pois este modelo vive muito á custa do seu nº6 e como se viu esta época um dos problemas que poderão contribuir para um possível falhanço será a quebra acentuada de rendimento de Miguel Veloso. Aqui entronca outro problema fundamental neste Sporting. A gestão das expectativas dos jogadores jovens por parte do treinador. Com a política de vender os jovens talentos, aliada á constante pressão dos adeptos sobre esses mesmos jovens (exemplo de Nani), leva a que estes queiram sair cada vez mais cedo e que o clube não os consiga manter até aos 22/23 anos, com claro prejuízo para o treinador. Este foi um factor importante no decréscimo de rendimento de uma pedra influente como MV. Faltam jogadores talentosos e experientes para mesclar com a juventude existente em Alvalade e isto deriva da falta de poder financeiro para os contratar. O Sporting precisa de jogadores importantes para determinadas posições e estas contratações têm de ser antecipadas e mesmo assim muitas vezes falham devido ao pouco poder aquisitivo e segundo PB, já muitas contratações falharam devido a este pequeno, grande pormenor.

Perspectiva Económica : Para culminar ouvimos o economista Camilo Lourenço afirmar que o Sporting irá sentir muitas dificuldades nos próximos anos e que o orçamento da próxima época vai ser sensivelmente igual ao desta época. Que somente quando se baixar o passivo para 150 milhões de euros, se poderá investir mais no futebol e que somente a ida todos os anos á Champions poderá atenuar esta situação.

Conclusão : Acho que ficaram aqui bem espelhados os problemas estruturais do clube, que levam a que diga que se houver um falhanço no final da época, PB será porventura o menos culpado.

PS : Não havia necessidade Stoi - «Sou o melhor guarda-redes da Europa»


Verde CDV

Uma prova de carácter



Numa entrevista ontem dada ao programa 'Pontapé de Saída', da RTP N, na qual Paulo Bento revelou muita serenidade, lucidez e a tal tranquilidade que tanto apregoa, retenho esta frase que revela o seu carácter:

"Devo muito ao Sporting e estarei eternamente grato a este clube porque fez mais por mim e pela minha carreira, do que eu por ele."

Pese embora a onda de críticas que tem sofrido, o nosso actual treinador mantém uma postura humilde, de grande maturidade, de quem sabe ser grato a quem o ajudou, tendo ainda dado claramente a entender que já trabalha na planificação da próxima época... no Sporting.

Leonino

quinta-feira, março 27, 2008

Confinados num losango cada vez mais pequeno

Não vou falar mais uma vez do esquema adoptado por PB, fiquem descansados. A razão deste meu post está para lá disso. Socorro-me dessa figura tão querida do nosso treinador como definição de um espaço onde está confinado o presente e onde se definirá o futuro próximo do futebol do SCP. Um espaço cada vez mais acanhado, onde as desilusões e o cansaço parecem minar o discernimento.

Este losango tem como vértices a SAD, o treinador PB, a equipa e seus resultados e, finalmente, os adeptos, claro está. Falarei hoje da SAD e do treinador.

SAD
Não tem tido a vida fácil porque qualquer julgamento que se faça do seu trabalho é sempre condicionado pelos resultados desportivos, mesmo que as restantes vertentes do seu trabalho corram pelo melhor. Como p. ex. as que serviram de bandeira eleitoral, como a redução do passivo, o aumento do número de sócios e a construção de uma equipa de acordo com os anseios legítimos dos adeptos e pergaminhos do clube. Do primeiro quase nada se sabe, o segundo está em curso vagaroso e do terceiro é melhor nem falar.

Não me surpreendeu a notícia de anteontem na capa da “Bola”. Nela vinha relatada como certa a hipótese de mais gente cair, ao nível directivo, caso PB abandone. Como a Bola este ano não tem falhado uma, revelando que as suas fontes de informação não estão ao nível do relvado, como PB pensava, mas sim talvez num dos andares do Visconde de Alvalade, damos a notícia como certa.

A ser verdade, a demissão no final da época parece-me mais fugir às responsabilidades do que assumi-las, porque o mandato desta SAD não está vinculada ao treinador, nem aos resultados de uma época. Porque há a estratégia da próxima temporada para dar corpo, para que os erros desta não se repitam ou se agravem. E esse trabalho será tão difícil quanto piores forem os resultados finais desta época. O não apuramento para Champions League será uma machadada forte num orçamento já tão minguado, por exemplo.

A confirmar-se a notícia, ficaria a ideia que a estratégia começava e acabava em PB, o que em si seria a evidência de que, para o nosso futebol, não haveria qualquer plano. Recuso-me a acreditar nesta hipótese, mas espero para ver.

A auto-avaliação do trabalho realizado não pode esperar pelo final da época, sobretudo se a ideia de abandonar o barco já perpassa a mente de quem dirige. O que deve imperar é a consciência do trabalho realizado com empenhamento e o sentido do dever para com o clube, no sentido de não deixar para terceiros os problemas criados. Para este ano pouco mais há a fazer senão esperar pelos resultados.

Se a SAD acredita no trabalho de PB, nas suas qualidades, que o assuma. Afinal é a eles que lhes cabe a decisão, por inerência e pela proximidade com os problemas vividos. Más épocas todos os treinadores têm, sem que isso belisque a sua categoria. A margem para a continuidade de PB é curta, mas sabemos bem que os bons resultados fazem passar rapidamente um treinador de besta a bestial e o contrário. Todavia se acham que o seu tempo terminou assumam-no, escolhendo o seu sucessor, trabalhando com este nas linhas orientadoras do ano que vem, num processo obviamente sigiloso. Como é óbvio acharia um erro tremendo deixarem-se reféns da decisão de PB querer ou não continuar, sobretudo se ela só for tomada com a época terminada. Liderar um clube como o SCP requer resiliência e perseverança, e tomada de decisões, por mais difíceis que sejam. Caso contrário, navegamos à vista e corremos o risco de encalhar no primeiro banco de areia.

O treinador Paulo Bento
Os resultados, as más exibições, decisões difíceis de compreender e de aceitar, têm contribuído para o cavar de um fosso que, no inicio de época, seria difícil de vaticinar. Como dizia no outro dia, parece-se ter fundado no clube o SCP (Sporting clube do Paulo) que tem por oposição o SLB (Sporting livre do Bento). Uns tudo lhe desculpam, outros optam por um tratamento menos justo e, por vezes, menos digno, vendo-o como a raiz de todos os males. Não sei o que vai na cabeça de PB, mas imagino que faça depender a sua continuidade do resultado do balanço dos objectivos alcançados e por atingir.

Creio que o que leva muitos adeptos a questionarem a sua liderança técnica são as más exibições e sobretudo a falta de estratégia colectiva que lhes estão subjacentes. Há problemas nesta equipa que já foram herdados da campanha transacta e quem viu este ano o jogo com o Leiria ou os jogos com o Setúbal, poderia pensar estar a ver os do ano passado com o Aves ou com o Paços de Ferreira.

O que a mim me faz desconfiar das capacidades de PB é ver que na sua 2ª época e meia ainda não conseguiu fundar uma equipa que interprete com rigor e eficácia o único esquema de jogo que preconiza. Já pôde construir 2 planteis mas os resultados não foram os desejados. Este ano, com mais dinheiro, não conseguiu melhor.

No outro dia dei o exemplo de Mourinho. Pegou no Leiria e, com orçamento reduzido, construiu uma equipa. Repetiu o feito no fcp, levando-o a uma improvável vitória na Champions, com adversários muito mais ricos. Com recursos quase ilimitados tirou o Chelsea de um jejum de 50 anos.

Vejo Carvalhal fazer o mesmo no Setúbal, um pouco como Cajuda e Jesus, com os tostões contados. Treinando apenas equipas pequenas, tem no CV tantas finais como PB. PB não se pode queixar dos orçamentos - sabia ao que vinha - como não deve queixar-se do tempo e oportunidades que lhe têm sido concedidos.

verdão

Esclarecimentos Precisam-se.

























O treinador do Sporting Paulo Bento é hoje entrevistado no programa: Pontapé de saída pelas 22h 30m, na RTPN.
Esperemos que esta seja uma entrevista diferente e que não caía em lugares comuns e frases feitas.
Considerando eu Paulo Bento um homem honesto e frontal, espero sinceramente que não fuja a nenhuma das várias questões incomodas que vai ter de responder.
Espera-se um esclarecimento cabal para o que está a acontecer com a equipa de futebol e já agora quais as perspectivas para o final de época difícil que se avizinha.
Sendo um treinador intimamente comprometido com o projecto global do clube, espera-se contudo que saiba apontar as falhas do mesmo, não descartando de todo a sua quota parte de culpa, que saiba porventura apontar algumas soluções para a viabilização de um projecto que se julga cada vez mais esgotado.


Algumas notas sobre a vida interna do nosso clube:

- Liedson continua a ser alvo de cobiça por parte de grandes clubes da Europa, desta vez parece que se perfila o Sevilha. Com a saída mais que certa do ponta de lança Luís Fabiano, tentam pescar uma truta em Alvalade.
Como disse o capitão Manuel Fernandes, renovem com este atleta até ao fim da carreira, porque encontrar um avançado que marque mais de 20 golos por época, não vai ser fácil.

- Saleiro demonstrou ontem, o porquê de ser uma opção válida para o ataque do Sporting e porque deveria estar neste momento a ocupar o lugar de Tiuí.

- Vukcevic ressentiu-se novamente da lesão no ombro. Isto levanta novamente a questão dos jogos particulares pelas respectivas selecções em fases decisivas das épocas, com nítido prejuízo para os clubes.

- Uma palavra para a excelente exibição de João Moutinho pela selecção A.
Este grande jogador merece de certeza a convocatória para o Euro 2008.
A sua não convocação por parte de Scolari será talvez a maior injustiça para com um atleta que ao contrário de outros não regateia nunca esforços em prol do colectivo, sejam jogos oficiais ou particulares.


Verde CDV

quarta-feira, março 26, 2008

Eis o Sporting !

























Ultimamente só se houvem discussões sobre o actual momento do futebol do Sporting, o que aliás é cíclico.
Quando a equipa de futebol atravessa períodos maus, levantam-se todas as vozes adormecidas, para colocar tudo e todos em causa. Ele são jogadores, treinadores, direcção, neste mar de crispação parece que só sobra uma figura inatacável neste Sporting.
Parece que ainda ninguém colocou em causa o popular roupeiro “ Paulinho “, esta é provavelmente a única figura consensual por agora nas bandas de Alvalade.

Eu ainda não esgotei todas as minhas opiniões sobre toda esta poeira que se levantou, mas como gosto de ser prudente e opinar sobre coisas que domino na integra, não me vou pronunciar mais, até porque não tenho na minha posse informações que me permitam opinar avalizadamente.
Assim aguardo por um momento mais oportuno e com todos os dados na mão para fazer uma análise mais sensata e conclusiva.

Portanto hoje resolvi escrever sobre um tema que me é muito caro, o Ecletismo do Sporting Clube de Portugal.
Meus amigos é que apesar do Sporting ter como modalidade rainha o futebol, e apesar de todas as discussões girarem sempre em torno do mesmo, o nosso clube é e será sempre muito mais que uma equipa de futebol.

Gosto muito de futebol, vibro muito com o futebol, mas também vibro muito com todas as outras modalidades. E estou muito grato a todas elas, pelo engrandecimento que proporcionaram ao clube nestes mais de cem anos.

No momento de crise financeira em que o clube está mergulhado, com um passivo de mais de 200 milhões de euros, talvez não seja curial da minha parte exigir tão grande esforço ao clube, na reabilitação de algumas dessas modalidades entretanto extintas.
Contudo também gostaria de lembrar que de certeza absoluta, não foram essas mesmas modalidades; apesar de deficitárias, que contribuíram decisivamente para o elevar desse mesmo passivo para números astronómicos.

Sei que será muito difícil fazer reviver todas elas, sobretudo quando muitas não são auto-suficientes e não conseguem cativar patrocínios, devido á excessiva futebolização do nosso desporto.
Também sei que será impossível fazer reviver a mística de outrora, enquanto o Pavilhão Multidesportivo não for construído.

Contudo aprendi a gostar deste clube através de muitas delas e através dos seus representantes que viraram verdadeiros ídolos deste clube e do desporto nacional.
Eu que nasci na década de 70 ainda tive o privilégio de assistir a algumas conquistas importantes por parte dessas mesmas modalidades. Tive a suprema felicidade de assistir ao vivo a muitas conquistas na velha Nave de Alvalade.

Assim, fica aqui uma singela homenagem a todas essas modalidades e aos seus representantes que contribuíram decisivamente para o engrandecimento do Sporting Clube de Portugal.
Este post serve sobretudo para lembrar e dar a conhecer aos mais jovens o que é e o que foi o nosso clube em termos de Ecletismo.
Vou fazer referência a somente algumas das modalidades que se praticam ou praticaram no nosso clube e aos seus mais ilustres praticantes, portanto peço desde já desculpas por alguma eventual omissão:

Modalidades Extintas:

- Ciclismo: Joaquim Agostinho
- Basquetebol: Carlos Lisboa
- Voleibol: Miguel Maia
- Tiro com Armas de Caça: Armando Marques

Modalidades em Actividade:

- Atletismo: Carlos Lopes, Fernando Mamede (Mário Moniz Pereira)
- Andebol: José Luzia
- Hóquei em Patins: António Livramento (Não tem actividade ao nível dos Seniores)
- Natação: Joana Arantes
- Ginástica: Rita Villas Boas
- Ténis de Mesa : João Pedro Monteiro
- Bilhar : Jorge Theriaga
- Futsal : João Benedito


Para os que ficaram mais curiosos e que gostam de acompanhar a história do nosso clube, aqui fica um sito na Internet, onde podem pesquisar toda a glória passada no que ao Ecletismo diz respeito. Esta é também uma homenagem a um dos sítios mais completos que conheço no que à história do Sporting Clube de Portugal diz respeito.

É por todas estas modalidades e não somente pelo futebol que se mede a grandeza de um clube e no que ao nosso diz respeito, pede meças a muitos clubes do mundo e da Europa, a nível de Portugal não há nenhum que se lhe compare.

ECLETISMO SEMPRE.


Verde CDV

terça-feira, março 25, 2008

Ó tempo, volta p'ra trás!

Nasci na década de setenta, vivi sempre com grande intensidade e paixão a vida do Sporting, tive o privilégio de vestir aquela camisola mágica às riscas, baldava-me às aulas para ver treinos dos séniores, não perdia um jogo, incluindo reservas e juniores, chorava quando perdíamos, delirava com as vitórias (como aqueles inesquecíveis 7-1), idolatrava grandes craques que nos representaram, vibrei no mítico e velhinho Alvalade com títulos conquistados...

Não querendo sequer recuar ao tempo de Peyroteo, Travassos, Mascarenhas, Pedro Gomes, Jesus Correia, Carvalho, Carlos Gomes, Lourenço, volto atrás apenas vinte e poucos anos no tempo e pergunto: que têm os jogadores do nosso actual plantel (que um consócio listou num comentário a um post anterior) em comum com todo este talento que aqui podemos ver?

























Pois é, só me apetece cantar: ó tempo, volta p'ra trás!

Via VERDE

O Sporting em Versus*

SCP versus SCP, versus SLB
Sou e serei sempre adepto do Sporting Clube de Portugal. Não creio que seja bom para o clube que se forme um Sporting Clube do Paulo, que desresponsabiliza de forma cega o nosso técnico de tudo e de mais alguma coisa, deixando-o só com o mérito de ter conseguido interromper parcialmente um ciclo de jejum. Se foi dele então o engenho, o demérito agora é atirado para cima de outros? De quem é, em primeira instância, a responsabilidade de tão fracas exibições e resultados, senão dos jogadores e de quem os dirige? O que também não posso aceitar sem indignação é a formação de uma facção Sporting Livre de Bento (SLB), como se PB tivesse que ser mais um Cristo a expiar os pecados de todos e, sobretudo, que não seja tratado com o respeito que nos merece como bom profissional e homem íntegro que é. Enquanto estiver connosco é um dos nossos e deve ser tratado como tal. Agora não contem comigo para abanar a cabeça a tudo o que faz. Prefiro que me acusem de mudar de opinião. Não contem comigo para isentar PB das responsabilidades que tem, por acção ou omissão, na definição do plantel, da gestão dos recursos à sua disposição, das opções que toma. Não façam por PB o que nem PB faz por ele, que é fugir às responsabilidades.

Resignação versus Inconformismo
Parece-me a mim que é resignarmo-nos a um destino pequenino aceitar, sem reclamar, que esta equipa não seja capaz de produzir mais do que se tem visto, que esteja a 20 pontos do 1º classificado, que esteja abaixo dos Vitórias no lugar e nas exibições, que possa disputar uma final sem uma centelha de ambição, sem um remate digno desse nome. Em abstrato não é desonroso perder uma final por penlatys, no caso concreto da final de sábado a falta de classe e atitude merece a minha indignação. A pior das derrotas é não fazer nada para ganhar, é conformarmo-nos. Foi uma postura resignada com a fatalidade de não ganhar que vimos estampada no rosto de PB, nas suas declarações e na atitude da equipa. Infelizmente, a nós adeptos, pouco mais nos resta senão esperar que seja no seio da equipa, dos técnicos e dos dirigentes que renasça o espírito de querer vencer, contagiando-os com o nosso inconformismo e sendo exigentes.

Agonia versus Esperança
É difícil a um adepto sportinguista projectar o final de época. Perdemos a Taça da Liga de uma forma que foi mais sentida como uma capitulação do que uma simples derrota. Dos objectivos que ainda poderíamos almejar este seria o que se afigurava mais próximo. Só não digo mais fácil porque nada é fácil em futebol. Um objectivo que distava de nós apenas a 90 minutos, com um adversário perfeitamente acessível. Difícil, mas acessível. Por isso é torna-se difícil ter esperança que este final de época não seja uma inexorável agonia. Porque o quadro instalado é de mau presságio, porque as tarefas seguintes são de maior exigência e porque a época já vai longa e as feridas e o cansaço são muitos. É apenas a minha condição de sportinguista que me obriga a acreditar, a acreditar sempre, como escrevi aqui no 1º dia do ano, contra todas as circunstâncias e até contra todos os princípios racionais. Porque o Sporting é uma paixão, uma enorme, profunda e irracional paixão.

Situacionismo versus Oportunismo
É notória de há muito uma fractura exposta no nosso clube, desde as últimas eleições. Há uma facção que nunca se conformou com o resultado mais ou menos esmagador e que tende a aumentar sempre que os resultados são adversos. É de crer que esta época o número dos que pedem a cabeça desta direcção tenha aumentado, dado os fracos resultados e exibições. Mas há algo que descredibiliza estes sportinguistas, tão bons sportinguistas como eu: acusam os outros de situacionistas, só falam depois das derrotas, nunca vêem nada de positivo, nunca apontam outro caminho que não seja indicar culpados e decepar cabeças, achando-se sempre mais sportinguistas do que os demais, como se lhes devessemos as vitórias já alcançadas e as facturas das derrotas são para outros saldarem.

*Versus: do latim Contra; em face de.

Verdão

segunda-feira, março 24, 2008

As Contradições !!!

Esta crónica vem a propósito de tudo o que tenho lido neste e noutros blogs, depois da derrota na Taça Carlsberg.
Os adeptos tal como a equipa passam dos oitenta para o oito e do oito para os oitenta com muita volatilidade e alguns até adoptam discursos não condizentes com a natureza humana e entram numa onda de insultos e ameaças veladas.
As pessoas perdem pura e simplesmente o discernimento e produzem discursos incoerentes, com honrosas excepções.
Verdade seja dita já jogamos muito pior contra este mesmo adversário e nunca se levantaram tantas vozes, talvez custe mais digerir uma derrota numa final de taça.

É nestas alturas que é fácil entrar pela crítica pura e simples sem apontar soluções para os reais problemas. A equipa não vale “ um caracol “ e outras coisas mais, o treinador é um incompetente que nem percebe nada de futebol, até parece que chegou aqui de para quedas, até parece que a época passada foi outro treinador que treinou esta mesma equipa. Talvez o problema esteja aí é que a equipa não é bem a mesma da época passada.

Eu não sei se a táctica é a melhor ou a pior, pois não tenho conhecimentos técnicos para opinar, eu não sei quem deveria jogar aqui ou ali, gostaria de ver Moutinho a nº10, mas não porque perceba nada de tácticas, mas porque quando ai jogou durante 15m, o Sporting produziu muito mais.
Eu não conheço jogadores e não sou eu que os treino, logo não devo opinar sobre o que não conheço e nem sobre aquilo para que não tenho habilitações.
Nem sei se temos jogadores para jogar em 4-4-2 ou em 4-3-3, isso não são decisões para mim, mas para quem é pago para isso.
A mim já me bastam os pseudo treinadores e “ paineleiros “ que percebem de tudo e mais alguma coisa neste mundo do futebol, para destabilizar o meu clube já me bastam esses senhores.
Curiosamente quem fala tanto de futebol e tácticas, não lhe puxa a curiosidade para tirar o curso de treinador e experimentar treinar uma equipa de futebol.
Meus amigos eu que não percebo nada de futebol, sei que o dito tem muitas variáveis e ainda mais imponderáveis e passar de bestial a besta e o inverso é muito fácil, basta ver o exemplo de Paulo Bento.

Muitos pedem a mudança de treinador, mas será que querem o melhor para o Sporting.
Será coerente mudar de treinador nesta altura da época, será que a equipa passará a jogar melhor, será que o novo treinador; que nem conhece estes jogadores, vai operar algum milagre.
Nesta fase da temporada em que estamos na recta final da Liga e em que estamos em várias competições, será benéfico, mudar por mudar.
Também eu quero mudanças, mas no fim da época ou será que querem que entremos novamente na espiral de ter três ou quatro treinadores por ano, com os resultados medíocres que se viram.
Não será muito mais coerente deixar o treinador prosseguir o seu trabalho até final da época e depois no fim fazer o balanço e mudar o que estiver mal, a todos os níveis.

Mais engraçado é ouvir os nomes de possíveis treinadores para o Sporting, que circulam na blogosfera, existem para todos os gostos, vão desde os mais caros aos mais baratos, desde portugueses a estrangeiros: Marcelo Lippi, Camacho, Manuel José, José Peseiro, Jorge Jesus, José Mourinho, etc.
Eu nem sei quem escolha, é que o leque é tão variado que me custa muito escolher.
Já agora se conseguirem trazer Marcelo Lippi ou Mourinho poderiam tentar que eles convencessem alguns dos craques descontentes nos clubes de topo do futebol europeu a transferirem-se para o Sporting, talvez Drogba e Shevchenco ( Chelsea ), Guti ( Real Madrid ) , Lehman ( Arsenal ) , porque não Ronaldinho ( Barcelona ).

Ainda pior que isto que não é fácil de ultrapassar, são as provocações que partem dos “ Velhos de Alvalade “, mas em Alvalade, não existem velhos, mas sim uma horda de jovens que querem “ arregimentar tropas “ e que querem Assembleias Gerais para demonstrarem que ainda mandam alguma coisa no clube e que têm poder suficiente para mudar alguma coisa.
Mas será que o futebol é algum campo de batalha, porque será que as pessoas quando querem impor as suas vontades, utilizam termos bélicos.
Eu julgava que no meu clube, já tinha passado o tempo em que meia dúzia de jovens iam para a porta da Academia fazer barulho e eram recebidos pelas mais altas instâncias do nosso clube.
Mas infelizmente esses tempos parece que vão regressar, isto é cíclico, nestas alturas aparecem sempre os mesmos a tentar destabilizar e provocar.
Dizem eles alto e bom som que o Sporting são eles, digo eu em tom normal que o Sporting somos todos nós.


Já estou a ouvir toda a gente, este não quer mudanças e alinha com esta “ cambada de betinhos “, eu não estou com ninguém, quando muito estou com o meu clube.
Este que escreve estas linha bateu-se sempre por um Congresso (Ver Estatutos do Clube).
Comigo não contam para Assembleias Gerais à moda antiga, eu não alinho em golpes de estado e em truculências.
Prefiro um Congresso onde todos possam participar e possam apresentar projectos e soluções para o nosso clube, sem pressões e sem ameaças veladas e muito menos com destabilizadores.
Eu defendo um Congresso já no final da época desportiva e espero que todos os contestatários marquem presença e civilizadamente apresentem as suas ideias e projectos alternativos para um Sporting melhor.
Pois não basta dizer que está tudo mal, também temos de apresentar soluções alternativas ao status quo.


VIVA O SPORTING.


Verde CDV

domingo, março 23, 2008

Esta equipa não vale uma imperial (ou um fino)!

Coelhinhos da Páscoa
No meu post de lançamento do jogo escrevi “espero que os 11 de hoje percebam a transcendência do momento, sintam a camisola que envergam, entregando-se por completo. Se assim o fizerem estarão mais perto de ganhar e serão merecedores do nosso respeito e aplauso. Pelo menos do meu.” Pois o que vi ontem foi precisamente o contrário. Não foi perder a taça que me custou mais foi sentir que os que jogaram mais os que prepararam o jogo – não posso chamar aquilo equipa – não quiseram sequer ganhar. Comportaram-se todos como uns coelhinhos da Páscoa, doces, prontos a comer.

Treinador
Não serviu de nada ao nosso técnico ter levado, só esta época, 3 ensaboadelas tácticas do seu opositor de ontem. Pela forma como preparou (mal) o jogo de ontem dir-se-ia que “não esteve cá” nos jogos anteriores. Espetou com o tradicional losango e pronto. Estranho a apatia ou até resignação com assistiu ao naufrágio, moroso mas inapelável, da equipa. Pareceu sempre mais preocupado com o nó da gravata ou com a camisa do que com a horrível prestação dos seus comandados. Ontem PB pareceu conformado. Será que também já aceitou que não é possível por esta equipa a jogar futebol? Permitiu que Izmailov estivesse em campo tanto tempo, o mesmo com Rogmanoli, sem nada produzirem. Não me venham com a falta de alternativas pois qualquer júnior, a recuperar duma rotura de ligamentos, faria melhor que o russo. E que dizer do escalonamento dos jogadores que bateram os penaltys? Porque escolheu os que têm o terrível historial de menos de 50% de aproveitamento para a fase inicial? E desde quando anular as “perigosas transições” de uma equipa como o Setúbal pode ser predicado digno de qualquer realce para um clube como o SCP? Perdemos e agora temos os outros objectivos. E é com esta abordagem que os vamos atingir?

Equipa mansa
Um punhado de jogadores não faz uma equipa. E como o Setúbal provou, é melhor ter uma equipa do que 11 bons jogadores. Esta é uma equipa que tem medo do adversário e, pior, tem medo de si própria. Houve muita falta de classe para resolver os problemas com que deparou, mas também muito pouca atitude, muito pouco querer. Sou sportinguista em todos os momentos, mas não me revejo nesta equipa mansa, conformada e acobardada, sobretudo porque acredito na qualidade individual dos jogadores. Ontem fomos um adversário fácil de prever e por isso de anular. E o Setúbal, mesmo atacando pouco mas sempre com maior perigo, sempre pareceu sentir-se mais cómoda com o decorrer do jogo e com o desfecho por penaltys. Como é possível que sejamos tidos como facilmente anuláveis a rematar de 11 metros, só com o guarda-redes pela frente?

SAD
Não sou dos que pedem que role a cabeça do presidente ou de MRT cada vez que a equipa perde. Até porque acho que os problemas que nos afectam mais este ano radicam mais de más decisões de cariz técnico-táctico do que administrativo. Mas o relógio não para e época seguinte já deve estar a ser preparada. E antes de se decidir que jogadores contratar é preciso decidir:

- É Paulo Bento treinador para dar a volta à ausência de fio de jogo, à falta de sentido colectivo que deve nortear qualquer equipa, é capaz de escolher os reforços certos?

- Quantos destes jogadores continuam para o próximo ano?

- Vale a pena exercer a opção por Izmailov? (deve ser como se diz Carlos Martins em russo. Tanta promessa para tão pouco acerto, sendo que o de Huelva fala português e não tínhamos que comprar o passe.) Para um clube formador 5 milhões de € parecem muito por um jogador tão inconstante. Por vezes fica a sensação que foi às cabines trocar de botas, tamanhos são os momentos em que desaparece do jogo.

- Na mesma filosofia de clube formador onde cabe um jogador como Saleiro, como Paez, quando damos 600 mil por Tiuí?

Resumindo ontem foi um dia de uma profunda tristeza. Não por perder a Taça da Liga, não por não ver o SCP como primeiro vencedor desta competição. Triste por sentir que nem técnicos nem jogadores revelaram ambição para sequer ousar vencer. Aceitar isto é acomodarmo-nos a um destino pequenino e sem futuro.

P.S.- Un fino é uma imperial do Mondego para cima. Em honra dos sportinguistas do Norte, que sofrem como os de Lisboa, com o slb e ainda têm que assistir de perto à vitórias do fcp.

verdão

Até quando?



Péssimas exibições;
Inexistência de fio-de-jogo, de criatividade e profissionalismo;
Futebol desgarrado e triste;
Adeptos desmotivados;
Quinto lugar na liga, com sexto a apenas 4 pontos;
A vinte pontos do primeiro;
Seis derrotas na liga;
Pior ataque fora;
32 golos marcados e 21 sofridos;
Quatro jogos com Vitória de Setúbal, zero vitórias;
Opções técnico-tácticas inacreditáveis;
Sexto ano consecutivo sem sermos campeões;
Dois campeonatos e três taças de Portugal nos últimos 25 anos;
Orçamento cronicamente mais baixo do que os dos rivais;
Reféns da banca...

É este o Sporting que querem? Eu não!
Venham os conformistas e os fanáticos do status quo acusar-me de desestabilizador, de querer um Jorge Gonçalves ou um Abrantes Mendes, que me estou nas tintas para todos vós!
O que eu quero é um Sporting Clube de Portugal de regresso à glória de outros tempos e não um clube apático, conformado e derrotista.
Defendi as cores do meu clube nos escalões jovens sem que me pagassem um tostão, e voltaria a fazê-lo deixando todo o suor em campo, mas enoja-me e revolta-me que muitos defendam estes párias que são muito bem pagos para treinar e jogar mas que andam sempre a fazer um frete, como se representar o emblema do leão fosse o maior sacrifício que lhes pudessem pedir.
Não sei de jogadas de bastidores, nem domino os meandros do meu clube, pelo que não entro em teorias da conspiração, mas que algo de muito grave vai mal no reino do leão lá isso vai, e só não vê que não quer ou quem é completamente tapadinho ( e gosta de o ser)!

Via VERDE

sábado, março 22, 2008

Não fizemos nada para merecer ganhar a Taça!



Nada fizemos para merecer ganhar esta primeira Taça da Liga que fica muito bem entregue a quem a conquistou!

Tudo o resto que se possa dizer é mera conversa... e da treta!

Ponto final.

Nota: recordo apenas isto - Sporting -> orçamento de 22 milhões de euros, Setúbal -> 5 milhões de euros - e comparem a forma como os jogadores das duas equipas se entregaram e empenharam no jogo.

Leonino

Para ganhar só falta mesmo jogar

Chegou a ser ridícula a tentativa de desvalorização da competição que logo queremos ganhar, só porque o slb e fcp não conseguiram fazer tão bem como nós. Mas nós felizmente não embarcamos nesse logro porque, além de obviamente querermos ganhar as provas em que nos inscrevemos, valorizamos o prestígio que é ver o nome do nosso clube antes de qualquer outro na lista de vencedores.

Embora como desportista admita outra possibilidade, o único lugar que nos convém é mesmo o 1º. Pelo prestigio e pelo alavancar psicológico que este troféu pode significar para o resto da época. A derrota é dispensável pelas razões inversas, obviamente. Mas, como em futebol, quando uma equipa sobe ao campo tem que lutar pelo melhor resultado, mesmo que este depois não se concretize, eu espero que os 11 de hoje percebam a transcendência do momento, sintam a camisola que envergam, entregando-se por completo. Se assim o fizerem estarão mais perto de ganhar e serão merecedores do nosso respeito e aplauso. Pelo menos do meu.

Embora prestigiante, esta possível vitória ante vitorianos não poderá ser entendida como tábua de salvação da época. Tenho ouvido e lido muitos comentários a este propósito e ainda os acho mais ridículos do que a ideia de que ganhar esta competição quase nada vale. Como ponto negativo da nossa época estão o sofrível 4 lugar no campeonato, as exibições medonhas que temos realizado de tempos a tempos, a desvantagem para o apuramento para a Champions, e, o pior dos piores, a enorme distância para o líder do Campeonato, posição que, por natureza e condição, devemos sempre buscar. Nas restantes competições em que nos envolvemos saímos com naturalidade da Champions ante ManUnited e Roma, que “apenas” estão nos quartos-de-final da competição e estão a fazer bons campeonatos nos seus países. Estamos nos quartos-de-final da UEFA, com legitimas aspirações de passar ao número exclusivo das últimas 4 equipas na competição. Estamos na meia-final da Taça de Portugal, com as mesmas ou até mais reforçadas ambições de voltar ao Jamor, até porque somos o titular do troféu. Salvar a época nesta altura, com tanta coisa ainda para ganhar?

O facto de não termos conseguido ganhar este ano ao Vitória funciona a nosso favor. Um jogador do SCP não pode deixar de sentir o orgulho ferido por ver colegas de profissão menos cotados e de um clube com menos condições para ganhar, levar-lhe a melhor consecutivamente. Parece-me que, quer para técnicos ou jogadores, não há, neste momento, razões para invocação de álibis, surpresas ou condicionantes para esta final. Hoje faremos o 4º jogo com este adversário. Não podemos, por isso, ignorar o que o adversário é capaz. Tivemos oportunidade de gizar a melhor das estratégias para finalmente ganhar.

É, no entanto, por razões óbvias, um acto de inteligência que técnicos e jogadores do SCP, afastem qualquer ideia de vingança ou desforra, bem como qualquer sentimento de inferioridade, pelo facto de não termos conseguido ainda derrotar o Vitória, disputados que estão 3 jogos entre nós. Logo, quando entrarem em campo, apenas contará a atitude, empenhamento e concentração com que encararem o jogo. A história recente ou há muito ida, os orçamentos, as diferenças de planteis, estarão fora das parcelas decisivas neste somatório, como normalmente acontece nas finais.

Uma palavra para o nosso adversário. Antes de mais tem um dos mais interessantes treinadores nacionais. Treinando apenas equipas pequenas vai fazer a sua 3ª final e, por isso, esperamos que o ditado não prevaleça desta vez. Facto curioso este de as suas 3 finais acontecerem sempre connosco. As suas equipas jogam bom futebol e é um dos poucos que se lê e ouve com agrado. Não me lembro de Carvalhal descair para atitudes menos elevadas. Depois temos uma das equipas mais sagazes do nosso burgo, reflectindo na perfeição a imagem do seu treinador. Em campo comportam-se como “partizans”: assumem com humildade as suas limitações, sabem sofrer, mas, quando atacam, normalmente provocam danos, ferindo o adversário ou eliminando-o sem apelo. Finalmente o clube. Só ouvimos a estridência das dificuldades financeiras do Vitória, quando normalmente se ignora que esta é a 3ª final do clube nos últimos tempos, tendo, numa delas, ganho a Taça de Portugal aos do aviário colombino. O Vitória, à sua dimensão, vive um momento da sua história muito parecido com o nosso: apesar das dificuldades, têm feito o que muitos, com meios infinitamente mais abundantes, não logram alcançar.

Por último a arbitragem. Em teoria espero sempre erros porque a missão é difícil. Na prática suspeito sempre quando começo a sentir que aqueles prejudicam sempre a mesma equipa, sejam eles falta consecutivas a meio-campo, negligências disciplinares grosseiras ou até factos mais graves como penaltys ou golos que não deviam ser ou o inverso. Foi o que aconteceu com Paraty: uma verdadeira provocação a sua nomeação e uma imundice a sua arbitragem. Devo dizer que acho Pedro Proença melhor. Mas também é verdade que do Conselho de Arbitragem, aos auxiliares, passando pelos observadores, há muito pau-mandado, muitos afilhados comprometidos e sobretudo, pouca qualidade. Não sei se o Vitória recorrerá ao jogo de bastidores. Não creio. Mas sei que há muitos adversários nossos, com quem não jogamos hoje, que nos gostariam de ver perder.

verdão

sexta-feira, março 21, 2008

Venha de lá mais uma Taça !




















Este é o bonito troféu que premiara o vencedor da Taça Carlsberg, que terá lugar amanhã pelas 20h 30m no estádio do Algarve.

Parece que vão estar perto de 20.000 sportinguistas a apoiar a nossa equipa, desejamos todos que no final possamos fazer a festa e juntar mais este troféu á nossa galeria.

Não sei qual vai ser o onze escolhido por Paulo Bento para entrar em campo, mas seja qual for vai de certeza honrar a camisola do Sporting Clube de Portugal.

Parece que Miguel Veloso está recuperado e se prepara para ser titular. Portanto que aproveite este momento para fazer um final de época, de molde a não deixar duvidas a ninguém; principalmente a Scolari, que é uma grande aposta para o Euro 2008.
Se conseguir regressar ao nível que apresentou a época passada, vai de certeza ajudar o seu clube a alcançar todos os objectivos ainda possíveis, a começar por esta taça.

Uma das dúvidas de Paulo Bento prende-se com a utilização de Pereirinha ou Izmailov no meio campo.
Se jogar Pereirinha,que dê continuidade ao bom momento de forma e que nos consiga brindar com mais um momento mágico, como aconteceu contra o Bolton.
Se jogar Izmailov que nos proporcione outra grande alegria como já aconteceu esta época, com o golo por si apontado e que nos garantiu a vitória na Supertaça.

O que eu sei é que vai jogar de certeza a dupla temível Liedson / Vukcevic, que juntos totalizam 31 golos marcados esta época ( Liedson – 19 golos e Vukcevic – 12 golos ).

É do conhecimento de todos que esta temporada o Sporting ainda nunca ganhou ao Vitória de Setúbal, mas o que talvez nem todos saibam é que Carlos Carvalhal nunca apanhou pela frente a dupla temível.

É verdade, nunca o Sporting defrontou o Vitória com Liedson e Vukcevic na frente de ataque. Portanto Carlos Carvalhal e o seu Vitória que se cuidem.

PS: Já agora ganhem lá isso nos 90m ou nos 120m e evitem lá as grandes penalidades.


Verde CDV

quinta-feira, março 20, 2008

Enquanto a Taça não chega

Saiu ontem mais uma convocatória para a selecção. Não pode deixar de se assinalar que onze dos jogadores convocados já passaram ou jogam ainda pelo nosso clube. Se a chamada de Rui Patrício no lugar de Quim não pode deixar de constituir surpresa, mais ainda me parece surpreendente a chamada de Veloso, numa altura que recupera de fadiga muscular. Por outro lado a convocação de Moutinho só seria surpresa se não acontecesse.

Como é evidente gosto de ver jogadores do meu clube na lista de convocados, e se forem em maioria ainda mais. Embora hoje, com a liberalização das inscrições de estrangeiros, cada vez seja mais difícil de ver jogadores lusos em número e qualidade no plantel, a ligação dos nossos jogadores à equipa de todos nós contribui decisivamente para maior identificação daqueles com os adeptos. É costume, nos jogos da equipa das quinas, ouvir sportinguistas orgulhosos apontar aos familiares e amigos menos conhecedores “este é do Sporting!!!”

Acontece que estamos numa fase decisiva da época e somos a única equipa que ainda disputa 4 competições. Espero, por isso, que a chamada dos nossos jogadores não sirva apenas para tapar furos ou para os adversários, como o slb, p.ex., recuperarem jogadores e depois, para a convocatória que realmente interessa, os nossos jogadores já não sirvam. Até porque, clubismos à parte, seria um crime prescindir de Moutinho e Veloso para a campanha do Europeu. É que se Moutinho joga em qualquer lugar do meio campo, e nunca joga mal como sabemos, Veloso pode muito bem ser um "nº6" de enorme categoria ou ser o lateral-esquerdo que não temos de quinas ao peito. Digo isto embora pense que, no sistema de Scolari, com 2 jogadores à frente da defesa, o jogo de Veloso ganha uma dimensão que não vemos no nosso clube.

Saúdo com agrado a marcação do Congresso Leonino. Penso que o Presidente da AG, Dr. Rogério Alves, bem como o actual Conselho Directivo, sempre tão criticado, deixaram já uma marca indelével na sua passagem pelos órgãos sociais do clube, ao darem corpo a um anseio de todos nós. Até à sua realização há ainda um trabalho ciclópico para realizar, um verdadeiro desafio leonino, pois não será fácil corresponder a todas expectativas. Tendo em conta que o presidente da Comissão Organizadora do Congresso será Ernesto Ferreira da Silva, só podemos esperar o melhor, como quase sempre acontece quando os sportinguistas se empenham em fazer bem.

E é precisamente sobre o que esperar que gostava de falar. Desejo, acima de tudo, que todos sejamos os suficientemente exigentes e ambiciosos para que não seja uma oportunidade perdida e usemos de igual dose de inteligência e clarividência para que não seja o primeiro e o último. O orgulho, a vaidade, o desejo de protagonismo bem podem ficar do lado de fora do pavilhão. O Sporting Clube de Portugal, isto é, todos nós, merece mais que uma feira de vaidades.

verdão

quarta-feira, março 19, 2008

Sotaque nortenho

Deixando de lado as interrogações (porque raio não há uma alma capaz de marcar um penaltyzinho, só um que fosse!), tenho de compartilhar convosco o que é estar sentada com uma sportinguista do norte atrás de mim. É de partir o côco a rir. Anteontem então a senhora, entradota já, estava ao rubro. Em cada 5 palavras, 6 são asneiras. E das grossas. Todos são filhos da p**a, desde o árbitro aos apanha-bolas. A própria bola é uma p**a de mer** que bateu na barra. O Fábio Coentrão é um cabr** do ca**lho, e todos os jogadores da equipa visitante são lampiões-filhos-da-p**a que deviam sair do relvado com as canetas partidas e os cornos abertos. Ora isto numa voz forte, que vem do fundo dos pulmões, quase a roçar o bagaceiro, misturada com gestos permanentes e bem à portuguesa. Com sotaque nortenho, que é a melhor parte (e justifica o uso tão despudorado de expressões que só ficam bem à porta das tabernas). "Mais ó ca**lho, filho de uma granda p**a, árbitro de um ca**ão que te meteste no caminho da bola para ela não passar". Pá, mas isto os 90 minutos de jogo. No intervalo não sei porque saio sempre para esticar as pernas... É claro que às tantas estão dezenas de cabeças viradas para cima, de sobrolho levantado e sorriso discreto, para ver a autora de tão desabrida expressão de sentimento leonino.
Eu e o meu companheiro de jogos rimos o tempo todo. Sempre ajuda a passar aqueles períodos da partida em que o Sporting mete o travão de mão e anda ali a apanhar bonés!

P.S. - Muita esperança na UEFA! E não se esqueçam disto: o Sporting Clube de Portugal é a única equipa da Liga que já ganhou alguma coisa esta temporada (a supertaça).

Gia

A Vergonha Continua !!!






















Pedro Proença foi o árbitro designado para dirigir o jogo da final da Taça da Liga, que se realiza no sábado, no estádio do Algarve. Terá como árbitros assistentes: Bertino Miranda e Luís Marcelino.

Na presente temporada dirigiu unicamente um jogo do Sporting. O Porto – Sporting, da 2ª jornada da Bwin Liga.
Por sinal cometeu o erro mais grosseiro que aconteceu esta época na Bwin Liga, o lance que causou uma exposição à Liga por parte do nosso clube.
Pedro Proença fez uma interpretação abusiva e subjectiva das leis do futebol num pseudo atraso do jogador Polga para o seu guarda-redes.

Como quase sempre o Sporting é pioneiro no que toca a implementação de novas regras de futebol e mais uma vez serviu de cobaia para as diatribes dos homens do apito.
Este lance que mereceu a tal exposição por parte do Sporting, mereceu também o esclarecimento mais caricato que até hoje se registou por parte da Comissão da Arbitragem da Liga na pessoa do seu Presidente (Vítor Pereira, ex-arbitro).

Através dum comunicado, Vítor Pereira apressou-se a defender a posição dos seus pares e a concordar absoluta e inequivocamente com a decisão tomada por Pedro Proença, fazendo tábua rasa das leis do Internacional Football Association Board e arrogando-se o direito de interpretar a seu bel-prazer uma das dezassete leis do futebol.

Depois de mais um erro de lesa pátria, o Srº Vítor Pereira, com qual consciência pesada teve a decência de nunca mais nomear este arbitro para jogos do Sporting.

Mas lembrou-se novamente de o nomear para uma final de Taça, mas não julgue Vítor Pereira que está esquecido o penalti não assinalado por este mesmo senhor na Final da Taça de Portugal da época passada contra o Belenenses, no 1º minuto de jogo sobre João Moutinho.
Com a maior cara de pau Pedro Proença veio afirmar que como foi no 1º minuto era desculpável que não tivesse assinalado, mas reconheceu que cometeu um erro.
Eu pergunto se as grandes penalidades têm minutos para ser marcadas.

Esta Comissão de arbitragem da Liga gosta muito de premiar árbitros como aconteceu com Paulo Paraty que em final de carreira apitou o Sporting - Benfica em que mais uma vez “ roubou “ descaradamente o Sporting.
Agora numa nomeação sem sentido e sem bom senso foi nomear o arbitro que cometeu o maior erro da Bwin Liga até ao presente momento e que foi alvo de uma participação do Sporting para a Liga.

Eu pergunto que critério tem esta Comissão e por que princípios se norteiam as nomeações.
Será curial nomear este árbitro para um jogo tão decisivo como este, não existem mais árbitros internacionais.

Mais uma vez o Srº Vítor Pereira, pessoa em quem depositava grandes esperanças para reabilitar o sector da arbitragem, demonstra á saciedade a sua total inabilidade para dirigir este sector.

Ainda faltam umas semanas mas eu peço que o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, tenha o bom senso de nomear um árbitro acima de qualquer suspeita para o Sporting – Benfica da meia-final da Taça de Portugal.

Eu não sou apologista de árbitros estrangeiros a apitar em Portugal, mas pelo caminho ínvio que a arbitragem continua a tomar, começo considerar muito plausível que para os jogos mais importantes, como finais de taças e jornadas finais dos campeonatos se vão buscar árbitros estrangeiros.
Não porque sejam muito melhores que os nossos, mas sobretudo porque se elimina o factor suspeição.

Termino com um pedido: HAJA DECÊNCIA.



Verde CDV

terça-feira, março 18, 2008

Vieram para ficar?

Numa altura em que se tem discutido muito as opções de PB, é de justiça dizer que não é fácil ser treinador desta equipa, destes jogadores. O que se assistiu na 1ª parte do jogo de ontem chegou a ser irritante, tamanha era a desorganização e descoordenação do meio campo. Defendia-se mal, erravam-se passes e, pior, entregavam-se bolas atrás de bolas ao adversário. Parecia uma companhia de teatro amador, em que ninguém sabia a deixa certa e tudo funcionava de improviso. Isto, que vem sendo observado consecutivamente desde o inicio de época, anula qualquer opção técnico-táctica que o treinador tome, no sentido de contrariar o adversário. E como o Nacional até é uma equipa que pratica bom futebol, as coisas poderiam ter corrido muito pior neste período, porque tiveram mais oportunidades e tão perigosas como as nossas.

Fica por saber se o “tornado verde” que durou 10 minutos foi mérito nosso ou demérito do adversário. Opto pela 1ª opção, dada a categoria das jogadas que culminaram em golo, em especial os 2 primeiros. Fica a dúvida a equipa da 2ª parte veio para o resto do campeonato para ficar. Assim esperamos, porque chegar ao campeonato a 7 jornadas do fim já não é sem tempo, pois não? Por isso pergunto: Vieram para ficar?

Nas referências individuais:

Rui Patrício – Sofreu mais um golo desnecessário, que resulta de uma má decisão a sair dos postes, com poucas hipóteses de intervir no lance. Felizmente não se notou tanto como noutros jogos dado que já tínhamos marcado 4. Entre postes revela qualidades mas pergunto: Mário Felgueiras é pior? E se fosse Tiago ou Stojkovic a falhar a este ritmo o que diriam os sportinguistas e o que faria PB? Fica a dúvida: quando voltará a repetir a façanha? E custar-nos-á pontos ou títulos?

Gladstone: Um jogador a merecer mais oportunidades, até porque Tonel precisa de sentir que tem concorrência, numa época em que em falhado mais do que é habitual, sobretudo a defender, afinal a sua primeira e primordial missão.

Ronny: A passagem pelo banco não o apurou em nada. Continua sem defender e mal passa do meio-campo a atacar. Quando se fala no regresso de Tiago Pinto, com a qualidade de Grimi, com André Marques, que lugar terá Ronny para o ano?

Adrien: Os que perguntam e pedem até à exaustão a sua titularidade ou maior assiduidade no jogo, se têm estado atentos às suas prestações desde Guimarães, talvez percebam melhor porque PB o tem poupado. Ontem perdeu bolas em sítios proibidos, não esteve bem a lançar a equipa para a frente, perdendo passes consecutivos. Não estando em causa a sua qualidade, é evidente que tem muita “broa para roer”, como por certo lhe lembrarão as suas origens minhotas. Não fez esquecer Veloso, antes pelo contrário: lembrou que este é um lugar chave da equipa, o ponto de Arquimedes, onde a equipa perde ou ganha o seu equilíbrio. Talvez assim se perceba melhor que os problemas que Veloso tem enfrentado ao longo da época talvez se devam não só à sua própria actuação, mas sobretudo à falta de cobertura da sua posição: se encosta aos centrais sobra espaço á sua frente, se sobe um pouco sobra terreno nas costas. Esta equação não tem sido resolvida por PB e este tem sido o nosso calcanhar de Aquiles.

Pereirinha: o maior problema parece estar no seu carácter tímido. Mas isso não apaga o seu potencial, que parece ser muito. Num jogo menos conseguido, onde perdeu mais bolas do que ganhou, valeu sobretudo o seu “toque açucarado” para Liedson abrir o marcador, afinal o que parecia mais difícil.

Romagnoli: Completamente fora de forma. Moutinho não podia jogar ali, com ganhos evidentes para a equipa? E depois do golo de ontem a pergunta ainda faz mais sentido. O que faria Moutinho se jogasse mais vezes mais próximo de avançados como Liedson e Vuk?

Tiuí: uma espécie de Djaló para pior. E como sabem que não reconheço grandes qualidades a Djaló, está tudo dito. Este downgrade de qualidade dos pontas-de-lança chega a ser assustador: Pinilla =» Deivid =» Alecsandro=» Purovic=» Tiuí. Quantos brasileiros de muito maior qualidade pululam pela Bwin e pela Vitalis?

Farnerud: Deixei para o fim propositadamente. Apesar dos 12 m. em campo foi para mim dos melhores, mesmo depois da equipa ter tirado o pé do acelerador. Não falhou um passe, e foram vários os de qualidade. Por mim é caso evidente de esquizofrenia colectiva.

Para concluir diria que, embora fiquem aqui as criticas, é de realçar que 6 dos jogadores aqui referidos são sub-23. Quer dizer que, embora a factura da inexperiência tenha que ser paga, o futuro com qualidade parece estar assegurado. E fica também a pergunta:

Afinal em que ficamos? O plantel é curto e sem qualidade? Os que assim pensam então não exijam mais do que já se faz e contentem-se se não conquistarmos mais do que a Supertaça. Os que, como eu, reconhecem qualidade aos nossos jogadores, exijam e acreditem: podemos e devemos fazer muito melhor do que vimos fazendo!

Resta esperar que para o Algarve siga uma equipa moralizada e não um grupo excursionista, tipo “camones” á procura dos 1º´s raios de sol primaveris. Tragam o caneco “se fachavor”!!!

verdão

segunda-feira, março 17, 2008

Dez minutos bastaram!

Sporting 4-1 Nacional



Ficha do jogo:

Estádio Alvalade XXI

Árbitro: Cosme Machado (Braga)

Sporting – Rui Patrício; Abel, Gladstone, Polga e Ronny; Pereirinha, Adrien, João Moutinho (Farnerud, 76 m) e Romagnoli (Yannick Djaló, 65 m); Liedson e Tiuí (Vukcevic, 46 m).
Suplentes não utilizados: Stojkovic, Pedro Silva, Izmailov e Celsinho.


Nacional – Bracalli; Patacas, Cardozo, Ricardo Fernandes e Alonso; Edson, Cléber e Juliano; Fellype Gabriel (Juninho, 68 m), Lipatin e Fábio Coentrão (Rodrigo, 66 m).
Suplentes não utilizados: Belman, Felipe Lopes, Halliche, João Coimbra e Adriano.


Disciplina: cartão amarelo a Cléber (28 m), Polga (35 m), Ricardo Fernandes (52 m), Patacas (78 m) e Cardozo (90+3 m).

Marcador: 1-0 por Liedson (55 m), 2-0 por João Moutinho (57 m); 3-0 por Liedson (59 m); 4-0 por Yannnick (65 m); 4-1 por Lipatin (89 m).

Via VERDE

Vamos Acreditar

Está na hora de darmos todos as mãos, jogadores e adeptos têm de ser um só corpo para que nesta recta final da temporada se consigam alcançar alguns dos objectivos traçados no principio da mesma.

Vamos todos acreditar que ainda é possível o Sporting conquistar alguns troféus esta época e conseguir também o lugar de acesso directo à Champions.

Vamos todos transformar uma época que parecia fadada ao insucesso, numa época ganhadora.
O Sporting é único clube que ainda luta em quatro frentes: Bwin Liga, onde ainda luta pelo acesso directo à Champions; Final da Taça da Liga no próximo sábado contra o Vitória de Setúbal; meia-final da Taça de Portugal onde vamos defrontar o Benfica em Alvalade e na UEFA vamos jogar contra o Glasgow Rangers.

Assim neste momento crucial da temporada é fundamental o apoio de todos para levar adiante o nosso desejo de vitória.
Podemos fazer criticas, algumas legitimas outras nem por isso, mas temos de dar o nosso apoio inequívoco a um plantel formado por muitos jovens que precisam de um incentivo extra, para poderem exponenciar todo o seu potencial.

Com um plantel tão jovem e limitado é espantoso como ainda se luta em quatro frentes, enquanto outros com planteis mais apetrechados e experientes lutam somente em duas e alguns deles podem nem ganhar troféu nenhum.
Ao contrário o Sporting já ganhou a Supertaça e arrisca-se a ganhar mais algumas taças.
É obvio que as taças não compensam a perca da Bwin Liga, mas eu ao contrário de outros não desvalorizo qualquer taça ganha pelo meu clube.

Ao contrário do que muita imprensa quer fazer passar, a maioria dos adeptos estão com a equipa e com Paulo Bento.
Nem todos querem compreender mas tem sido uma época atípica no que a lesões diz respeito e isso torna o trabalho do treinador ainda mais difícil, quando tem um plantel muito limitado.
Assim sendo, seguir nesta altura da época em quatro frentes e tendo reais possibilidades em três delas, é um balanço intermédio muito razoável.

Mais uma vez eu faço um apelo à massa adepta do Sporting que se transforme numa mole humana e que empurre esta equipa para um final de temporada feliz.

VIVA O SPORTING.


Verde CDV

domingo, março 16, 2008

A tradicional cobiça



O nosso clube tem habituado o mundo do futebol à criação de grandes talentos e ao fornecimento assíduo de craques de nível mundial (Figo, Cristiano Ronaldo,...) aos colossos europeus.

No entanto, pese embora o orgulho que sinto por essa inegável realidade, há algo que me irrita porque roça a ilógica e simultaneamente a má-fé.

Ilógica, porque a comunicação social gosta de enfatizar que o nosso quadro de jogadores de futebol profissional é bastante inferior, em quantidade e qualidade, quando comparado com os dos principais rivais, mas ao mesmo tempo, logo que um dos nossos putos faz uma exibição mais conseguida é automaticamente dado como cobiçado e quase certo num grande tubarão europeu. Já foi Moutinho (na Fiorentina ou no Tottenham), Yannick Djaló (no Villareal), Miguel Veloso (no Barça, Real Madrid, Manchester United ou Arsenal) e Adrien Silva (no Arsenal).



Isto tudo a propósito daquilo que se gerou na comunicação social após as recentes exibições de Bruno Pereirinha, nomeadamente após aquela em que foi decisivo na última quinta-feira, frente ao Bolton.

E é aqui que - na minha opinião - entra a tal má-fé da comunicação social: como é possível que este miúdo tenha andado a ser massacrado pelos jornais, completamente arrasado após os jogos que realizava e agora esses mesmos o coloquem na mira de gigantes como o Manchester United ou Juventus?

Estranho tudo isto porque vejo jovens jogadores de clubes rivais realizarem bons jogos (Bosingwa, Quaresma, ...) e ninguém os coloca sistematicamente no clube A, B ou C...

Sabendo-se como um jovem jogador em princípio de carreira é permeável a notícias que lhe massajem o ego e que o transportem para o deslumbramento da vedetice, espero que esta má-fé jornalística não provoque em Pereirinha aquilo que fez a Miguel Veloso, atrasando ou hipotecando a sua afirmação futebolística, enquanto os potenciais craques dos rivais continuam protegidos e imunes à desestabilização criada a partir das capas dos jornais. É aqui que espero o grande contributo de Paulo Bento no sentido de voltar a trazer toda esta miudagem à "Terra".

Leonino

Sporting Vs Nacional... pontapé na crise ?





Será desta que vamos dar o tão esperado pontapé na crise?

Os últimos resultados parecem mostrar que a equipa quer fazer mais, mas as exibições continuam a não ajudar.

Se muito temos falado do apoio aos nossos jogadores, pouco se fala do apoio ao Paulo Bento, numa recente
Poll ficou bem demonstrado que nao estamos em sintonia em relação à continuidade do nosso treinador.

Acho que ainda temos tempo para chegar ao segundo lugar, basta que para isso os jogadores saibam respeitar as camisolas que vestem e darem o litro quando para isso sao chamados.




Força Sporting!

Notas:

A UEFA no seu Site Oficial faz questão de destacar que 20 pontos separam o Sporting do Porto. ".......Sporting are fifth in the Portuguese Liga, trailing leaders FC Porto by a massive 20 points."

Carlos Bueno, sente saudades do Sporting!

The Best One

sábado, março 15, 2008

Uma Proeza Vã













Este post serve sobretudo para relembrar um episodio passado na época de 1971/72 para a Taça dos Vencedores das Taças, entre Sporting Clube de Portugal e Glasgow Rangers , mas também para prestar uma profunda homenagem a um grande homem e um enorme futebolista que dá pelo nome de Vítor Damas, para muitos o melhor e mais elegante guarda-redes português de todos os tempos.

Aconteceu a 3 de Novembro de 1971, quando os leões receberam a equipa escocesa, na segunda mão dos oitavos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças.

As coisas tinham estado mal paradas no primeiro jogo, em Glasgow: a 20 minutos do fim, o Rangers vencia por 3-0 e a eliminação parecia certa. Mas golos de Chico Faria e Pedro Gomes fixaram o marcador em 3-2, relançando as expectativas para o segundo jogo.

Em Alvalade, Yazalde marcou primeiro, dando vantagem à equipa portuguesa. O escocês Stein fez o empate, e repetiria a graça após novo golo de Tomé. Com 2-2 o Sporting estava eliminado, mas Pedro Gomes voltou a ser o homem providencial, marcando o golo que igualava a eliminatória a cinco minutos do fim.

O jogo seguiu para prolongamento e um remate do escocês Henderson, desviado por Laranjeira, determinou o 3-3, que obrigava os leões a marcar mais dois golos. Só conseguiram mais um, por Peres, de penalty, e a eliminação parecia certa. Mas foi então que o incrível aconteceu.

O árbitro holandês Van Ravens, pouco familiarizado com os regulamentos, achou que os golos obtidos no prolongamento não contavam para a nova regra que definia o número de golos fora como factor de desempate. E como tal declarou a eliminatória empatada, exigindo que se procedesse à marcação de penalties.

Perante os protestos dos escoceses, Vítor Damas, o maior símbolo dessa equipa dos leões, foi para a baliza e iniciou uma proeza tão gloriosa quanto inútil. Enquanto o Sporting marcava por duas vezes, Damas defendeu o primeiro, o segundo, o segundo outra vez (o árbitro tinha mandado repetir) e o terceiro remate dos escoceses. Ao quarto, desmoralizado com o talento daquele gigante das balizas, Stein atirou para fora. Os adeptos do Sporting festejavam o apuramento e Damas era levado em ombros pelos companheiros.

Logo ali, no relvado, ficou a sensação que alguma coisa não estava bem: o delegado da UEFA, o espanhol Andrés Ramirez, conversava demoradamente com o árbitro enquanto os escoceses, inconformados, prosseguiam os protestos. O relatório de Ramirez para a UEFA explicava o sucedido e colocava a decisão nas mãos daquele organismo, deixando claro que, em seu entender, o Rangers tinha passado. A UEFA, seguindo os regulamentos, decidiu da mesma forma. O Sporting estava fora da prova

Ficha do jogo
3 de Novembro de 1971, estádio de Alvalade
Árbitro: Van Ravens (Holanda)

SPORTING: Damas; Pedro Gomes, Caló, Laranjeira e Hilário; Tomé (Nélson, 65 m), Vagner e Fernando Peres; Lourenço, Yazalde e Dinis (Marinho, 81 m).

RANGERS: McLoy; Greig, McKinnon (Smith, 73 m), Jackson e Mathison; Jardine e Conn; Henderson, Stein, Johnston (McLean, 65 m) e McDonald.

Marcadores: 1-0, Yazalde (25 m); 1-1, Stein (26 m); 2-1, Tomé (38 m); 2-2, Stein (46 m); 3-2, Pedro Gomes (86 m); 3-3, Henderson (100 m); 4-3, Peres (115, g.p.)
(Maisfutebol.iol.pt)

Esperemos que desta vez não haja nenhum episódio curioso, mas se houver que seja a nosso favor. Trinta e sete anos depois desejamos ardentemente que a história não se repita e que no final sejamos nos a fazer a festa.

Três notas finais sobre a vida do nosso Sporting:

- A preparação da próxima época futebolística está em marcha e parece que a aposta na formação vai continuar a ser um bom imperativo.

- A equipa de Futsal tem hoje mais um encontro decisivo para os oitavos-de-final da Taça de Portugal contra o Freixieiro.

- Mais uma vez o Sporting estava coberto de razão ao criticar o “ roubo “ praticado por Paulo Paraty no derby.



Verde CDV

sexta-feira, março 14, 2008

O que as bolas ditaram

A melhor atitude:
As bolas foram lançadas e não adianta protestar contra o resultado que produziram. Calhou-nos o Glasgow Rangers, equipa que divide as atenções e os troféus com o Celtic, no país onde os homens usam saias, especialmente em ocasiões de gala. Para passarmos esta fase, e juntarmo-nos aos últimos 4, não nos adianta pensar que o sorteio podia ser melhor ou pior, mas sim ir à luta pela melhor sorte.

O que nos diz a história:
O histórico do confronto entre o nosso clube e os Rangers resume-se a uma eliminatória da Taça das Taças, nos idos de 71/72. Perdemos em Glasgow por 3-2, fizemos o resultado inverso por 4-3, sendo eliminados pelo golo de diferença. Os escoceses venceriam a competição. No contexto geral das disputas com equipas escocesas temos 5 vitórias e 5 derrotas, com 19 golos sofridos fora, o que dá uma média de 3,8 golos por jogo! Isto pode dar uma indicação de como é dificil as pernas correrem perante milhares de escoceses a cantar em fúria.

O que fazer no presente:
A história conta, mas pouco pesará quando o árbitro der inicio ao jogo. O 1º jogo é na Escócia, o que me parece favorável, se for encarado de frente e sem medos. Tendo em conta os níveis de ansiedade e a inexperiência da equipa, a ordem dos jogos pode resultar a nosso favor: Não há urgência em marcar golos, podendo a equipa adoptar a postura em que se sente melhor: a de espera do adversário. O pior será conseguir aguentar o embate com aquela parede de adeptos endiabrados, para uma equipa com elementos quase imberbes como a nossa.

Quem é actualmente o Glasgow Rangers?
Tal como nós é uma equipa despejada da CLeague. Ao contrário de nós comanda o seu campeonato, com 3 pontos de vantagem sobre o Celtic, mas tem menos 1 jogo! Ao contrário de nós, estão com uma série de 11 jogos consecutivos/11 vitórias no seu campeonato, e este ano, em todas as competições, perderam apenas com Werder Bremen, que eliminaram. No entanto, antes desta única derrota do ano, registavam 20 jogos sem perder! Os seus elementos de maior visibilidade são C. Boyd e Darcheville. É uma equipa onde abunda a juventude, mesclada por jogadores experientes. Tem uma média de idades de 23,57 anos. Treinados pelo experiente Walter Smith, jogam no fantástico Ibrox Stadium, parecido com o nosso Alvalade sem a aberração do fosso. Os que tiverem a honra de acompanhar a nossa equipa encontrarão um dos melhores ambientes para ver futebol a sério e seguramente que se lembrarão durante algum tempo mais, pelas melhores razões, espero eu... Os adeptos escoceses são fans incondicionais, mas recebem habitualmente bem. Ah!, e convém não esquecer que Glasgow é uma cidade digna de visita. Esqueçam os whiskeys que conhecem porque lá abre-se um leque de inúmeras e memoráveis (ou talvez nem por isso…) descobertas.

As nossas hipóteses:
Seria uma pena que chegássemos a esta fase da competição com qualquer complexo de inferioridade, ou com atitudes displicentes como as que vimos ontem, sobretudo na 1ª parte do jogo. Temos as mesmas hipóteses que eles, se soubermos aguardar pela nossa hora de desferir as melhores estocadas. Se soubermos perceber que, nestes 2 jogos jogaremos apenas contra o Glasgow e não contra todas as adversidades e insuficiências com que nos temos arrastado neste campeonato. Em suma: se soubermos ser audazes a sorte proteger-nos-á. E se pensarmos que, com sorte e mérito, só encontraremos o Bayern ou alguém por eles na final…

verdão